Versão em live-action de "Moana", da Disney, chega aos cinemas com um desempenho morno nas bilheterias
O live-action de “Moana”, da The Walt Disney Company, pode até ser o filme número 1 nas bilheterias domésticas, mas não causou grande impacto em seu primeiro fim de semana nos cinemas.
O longa, que teria custado US$ 250 milhões para ser produzido, arrecadou apenas US$ 43 milhões com a venda de ingressos nos Estados Unidos e no Canadá, segundo estimativas divulgadas pelos estúdios neste domingo.
Internacionalmente, o filme arrecadou US$ 52 milhões em 50 mercados, totalizando uma estreia global de US$ 95 milhões.
O estúdio apostou alto em “Moana”, uma de suas franquias mais populares. A animação lançada em 2016 é o filme mais assistido do Disney+. Sua sequência, que foi adaptada a partir de uma série inicialmente planejada para o streaming, arrecadou mais de US$ 1 bilhão e estabeleceu um recorde no feriado de Ação de Graças ao estrear com US$ 225 milhões em 2024. “Moana 2” foi lançado há apenas 19 meses.
A nova versão de “Moana”, dirigida por Thomas Kail, traz Dwayne Johnson novamente no papel do semideus Maui e apresenta Catherine Lagaʻaia como a aventureira princesa polinésia. Apesar dos elogios à atuação de Lagaʻaia, o filme chegou aos cinemas sob uma onda de avaliações negativas da crítica, principalmente por ser considerado praticamente uma reprodução cena a cena do original.
O que o público diz sobre “Moana”
Atualmente, o filme registra 34% de aprovação no Rotten Tomatoes. O público, formado majoritariamente por mulheres, que representaram 66% dos espectadores, foi menos negativo. De acordo com o PostTrak, 63% disseram que “com certeza” recomendariam o filme aos amigos.
A reação dos pais foi ainda mais positiva: 78% afirmaram que recomendariam a produção a outros pais. O longa também recebeu uma promissora nota A- no CinemaScore.
As versões live-action da Disney baseadas em animações consagradas, antigas ou recentes, tiveram sucessos e fracassos. Algumas ultrapassaram US$ 1 bilhão em bilheteria, como “Lilo & Stitch”, “O Rei Leão” e “A Bela e a Fera”.
Outras tiveram desempenho decepcionante, especialmente “Branca de Neve”, lançado no ano passado, que arrecadou apenas US$ 205 milhões mundialmente. A estreia de “Moana” ficou mais próxima da obtida por “Branca de Neve”, que abriu com US$ 42,2 milhões.
Paul Dergarabedian, chefe de tendências de mercado da Rentrak, afirmou que o desempenho de “Moana” também pode ser resultado de uma saturação de filmes com classificação livre ou indicados para crianças no mercado.
“Minions & Monsters”, da Universal, ficou em segundo lugar, com US$ 20,5 milhões, enquanto “Toy Story 5” apareceu logo atrás, na terceira colocação, com US$ 18,5 milhões.
“As famílias adoram ir ao cinema, mas, neste momento, existem três opções voltadas para elas”, disse Dergarabedian. “É muita concorrência.”
Filmes com classificação indicativa PG arrecadaram mais do que produções de outras categorias em 2024 e 2025. Por isso, o desempenho de “Moana” pode não representar exatamente um “cansaço de filmes familiares”, segundo ele, mas apenas mostrar que existe um limite para esse mercado.
As famílias precisam fazer uma escolha e, após quatro fins de semana em cartaz, “Toy Story 5” continua apresentando um forte desempenho, com uma arrecadação global acumulada de US$ 879,1 milhões.
Também existem sinais de que esses filmes não dependem exclusivamente do primeiro fim de semana para definir seu sucesso ou fracasso. Embora “Minions & Monsters” tenha estreado abaixo das expectativas durante o feriado de 4 de Julho, o longa registrou uma queda moderada de 45% neste fim de semana.
A arrecadação doméstica acumulada do filme está atualmente em US$ 108,3 milhões.
Terror e história também se destacam nas bilheterias
A outra grande estreia do fim de semana definitivamente não era voltada para o público infantil. O terror “Evil Dead Burn”, com classificação indicativa para maiores de 18 anos e distribuído pela Warner Bros., estreou na quarta posição, com US$ 13,7 milhões.
O resultado representa uma queda significativa em comparação aos dois filmes anteriores da franquia, que estrearam arrecadando cerca de US$ 25 milhões cada.
“Young Washington”, filme da Angel Studios sobre George Washington, completou a lista dos cinco primeiros colocados em seu segundo fim de semana nos cinemas, com US$ 6,4 milhões.
A comédia dramática intimista “The Invite”, dirigida por Olivia Wilde, ficou em sexto lugar em seu primeiro fim de semana de ampla exibição, arrecadando US$ 5,7 milhões em 1.610 cinemas.
Embora tenha deixado o top 10 das bilheterias domésticas, “Michael” ultrapassou oficialmente a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação mundial. É apenas o segundo filme do ano a alcançar esse resultado, depois de “The Super Mario Galaxy Movie”.
A produção também se tornou a cinebiografia musical de maior bilheteria da história, superando “Bohemian Rhapsody”, que anteriormente detinha o título.
A bilheteria doméstica total do ano está atualmente pouco abaixo de US$ 5,2 bilhões, um crescimento de aproximadamente 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Embora maio e junho tenham apresentado resultados muito fortes, com ambos arrecadando mais de US$ 1 bilhão na América do Norte, julho tem enfrentado dificuldades devido a uma sequência de filmes com desempenho abaixo do esperado, incluindo “Supergirl”, afirmou Dergarabedian.
A expectativa é de que o mercado volte a ganhar força na próxima semana com a chegada de “A Odisseia”, de Christopher Nolan, seguida por “Spider-Man: Brand New Day” no fim de semana seguinte.
“Esses filmes podem impulsionar um mês de agosto mais forte do que julho nas bilheterias, o que seria bastante incomum”, disse Dergarabedian.
Os 10 filmes de maior bilheteria no mercado doméstico
Os números finais das bilheterias domésticas serão divulgados na segunda-feira. A lista considera as estimativas de vendas de ingressos entre sexta-feira e domingo nos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá, de acordo com a Rentrak:
- “Moana” — US$ 43 milhões.
- “Minions & Monsters” — US$ 20,5 milhões.
- “Toy Story 5” — US$ 18,5 milhões.
- “Evil Dead Burn” — US$ 13,7 milhões.
- “Young Washington” — US$ 6,4 milhões.
- “The Invite” — US$ 5,7 milhões.
- “Obsession” — US$ 3,8 milhões.
- “Supergirl” — US$ 3,6 milhões.
- “Disclosure Day” — US$ 3,2 milhões.
- “Backrooms” — US$ 1,5 milhão.