Os melhores álbuns de 2026 (até agora), segundo a 'Variety'
O primeiro semestre de 2026 foi marcado por uma safra diversificada de lançamentos musicais. Entre retornos aguardados, trilhas sonoras, estreias promissoras e discos que expandiram os limites de diferentes gêneros, não faltaram trabalhos que chamaram a atenção da crítica especializada.
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Pensando nisso, a equipe de música da Variety reuniu seus álbuns favoritos do ano até agora. A publicação ressalta que a seleção representa as escolhas pessoais de seus jornalistas e não pretende ser uma lista definitiva, mas um panorama dos projetos que mais se destacaram até este momento de 2026.
Melhores álbuns de 2026, segundo a ‘Variety’
Paracosm - Absolutamente
Doce Fortuna - Ryan Beatty
Tempos Difíceis - James Blake
O Morro dos Ventos Uivantes - Charli XCX
Dama de Honra - Drake
Sorte... ou algo assim - Hilary Duff
Amor Secreto - Lavagem a Seco
Ícone - Brent Faiyaz
Ao vivo no Coachella 2026 - Geese
Cerúleo - Danny L. Harle
Namorada - Grace Ives
Kehlani - Kehlani
Dente-de-leão - Ella Langley
Os Rapazes da Dungeon Lane - Paul McCartney
Açúcar - Tift Merritt
Nada vai me acontecer - Mitski
No meio do nada - Kacey Musgraves
Desvio - Kim Petras
O que importa é a inteligência! - Charlie Puth
Marcriá - RaiNao
Este álbum pode conter esperança - Raye
Você parece bem triste para uma garota tão apaixonada - Olivia Rodrigo
Pior Garota da América - Arrasadora
U - Sublinhados
Os destaques da crítica
'Paracosm', de Absolutamente
Para o editor Jem Aswad, Paracosm merece atenção própria, mesmo diante do sucesso da irmã de Abby-Lynn Keen, a cantora Raye. O jornalista define o trabalho como "ambicioso, cinematográfico e totalmente realizado", destacando uma mistura entre piano, orquestras, música eletrônica e influências barrocas que transformam o disco em uma experiência semelhante a um musical.
'Doce Fortuna', de Ryan Beatty
Na avaliação de Steven J. Horowitz, Ryan Beatty apresenta seu trabalho mais maduro até hoje. O crítico afirma que o cantor transforma a felicidade em combustível criativo e que o álbum revela um artista que finalmente está plenamente satisfeito, sem abrir a mão da vulnerabilidade que marcou seus discos anteriores.
'Tempos Difíceis', de James Blake
Também assinado por Jem Aswad, o texto destaca que Trying Times representa um momento de liberdade criativa para James Blake após mudanças importantes em sua carreira. Segundo o jornalista, o álbum reúne todas as facetas musicais do artista e pode ser considerado seu trabalho mais completo até hoje, especialmente pela delicadeza da faixa-título.
'O Morro dos Ventos Uivantes', de Charli XCX
Para Ellise Shafer, a trilha sonora criada por Charli XCX para O Morro dos Ventos Uivantes revela uma faceta inédita da cantora. A jornalista elogia o equilíbrio entre orquestrações sombrias e o pop específico do artista, afirmando que o disco continua relevante mesmo meses após o lançamento do filme.
'Madrinha de Honra', de Drake
Steven J. Horowitz considera que Drake decidiu abandonar momentaneamente sua postura mais sisuda para investir em um álbum voltado para diversão. Segundo ele, o rapper mostra seu lado mais descontraído e entrega um dos projetos mais leves e dançantes de sua discografia recente.
'Sorte... ou algo assim', de Hilary Duff
Na visão de Steven J. Horowitz, Hilary Duff consegue amadurecer a identidade artisticamente sem perder sua pop. O jornalista afirma que a cantora troca a grandiosidade pela introspecção e entrega um disco que representa sua reinvenção definitiva após os anos da Disney.
'Secret Love', faça lavagem a seco
Ellise Shafer acredita que o terceiro álbum da banda britânica representa o auge da carreira do grupo. Um jornalista destaca a produção de Cate Le Bon e afirma que o disco combina sonoridade vintage e pós-punk contemporâneo com grande precisão.
'Ícone', de Brent Faiyaz
Jem Aswad define Brent Faiyaz como um dos principais nomes do R&B atual e afirma que Icon consegue soar inovador sem abandonar as raízes do gênero. Para ele, o álbum reúne influências de Prince, Lauryn Hill e D'Angelo em pouco mais de meia hora de música.
'Os Rapazes de Dungeon Lane', de Paul McCartney
Entre os veteranos, Chris Willman não economiza elogios. O jornalista considera The Boys of Dungeon Lane o melhor álbum já lançado por um astro do rock octogenário e ainda afirma que o projeto pode ser o trabalho mais forte de Paul McCartney neste século.
'Você parece bem triste para uma garota tão apaixonada', de Olivia Rodrigo
Para Chris Willman, Olivia Rodrigo alcança um consenso raro entre público e crítica. O jornalista descreve o álbum como um forte candidato ao Álbum do Ano e elogia a combinação entre baladas emocionantes e influências da new wave em um trabalho que considera "100% sincero, 100% engenhoso e 1000% irresistível".
'U', de Sublinhados
Na avaliação de Ellise Shafer, você representa um salto artístico para April Harper Grey, a Underscores. O jornalista afirma que o álbum une elementos de dubstep e pop dos anos 2000 com referências acessíveis e acredita que o artista está muito próximo de se tornar uma das próximas grandes revelações da música pop.
Um semestre de diversidade musical
Entre grandes nomes consolidados e artistas em ascensão, a lista da Variety evidencia um primeiro semestre marcada pela diversidade de estilos. Pop, rock, country, R&B, indie, hyperpop e música eletrônica aparecem lado a lado em uma seleção que reúne desde lendas como Paul McCartney até novos talentos como Absolutely, Underscores e Grace Ives, reforçando a variedade de sons que moveu 2026 até agora.