MÚSICA

Sepultura leva turnê de despedida ao Rock in Rio Lisboa com metal direto e sem playback

Banda se apresentou no domingo (21) com repertório que reuniu clássicos, referências brasileiras e faixa lançada neste ano

Por Estadao Conteudo Publicado em 22/06/2026 às 07:20
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Sepultura voltou a mostrar no palco por que é apontado como a banda de metal brasileira mais bem-sucedida de todos os tempos. No domingo, 21, o grupo se apresentou no Rock in Rio Lisboa com a turnê de despedida Celebrating Life Through Death, que significa “Celebrando a vida através da morte”.

Apesar do anúncio de encerramento da trajetória, a banda demonstrou vigor durante a apresentação. A formação atual reúne Andreas Kisser na guitarra, Paulo Jr. no baixo, Derrick Green nos vocais e Greyson Nekrutman na bateria. O músico entrou no grupo após a saída de Eloy Casagrande para o Slipknot.

Em um período em que muitos shows parecem planejados para registros em vídeo, o Sepultura apostou em uma entrega direta: música tocada ao vivo, sem playbacks, com a guitarra distorcida de Andreas Kisser em destaque e uma performance marcada por intensidade.

O grupo conseguiu manter a atenção do público português, mesmo com a saída antecipada de parte da plateia em direção ao palco ao lado, onde ocorreria o show do Linkin Park, antes da execução da clássica Roots.

Antes de Escape To The Void, de 1987, Andreas anunciou um “metal old school de Belo Horizonte” e pediu rodas de mosh, as tradicionais rodas “bate cabeça”, entre o público. “Vamos mostrar a força de Portugal, c******”, gritou. A plateia respondeu ao chamado.

A brasilidade também está no Sepultura

Mesmo com repertório em inglês, o Sepultura manteve referências brasileiras na apresentação. Para anunciar a chegada ao palco, a banda escolheu Polícia, clássico dos Titãs.

As influências da música indígena e de outros gêneros brasileiros também apareceram no show. Em Attitude, faixa do álbum Roots, de 1996, o grupo conduziu uma longa introdução com berimbau.

O telão exibiu ainda gravações antigas do processo de composição do álbum Chaos A.D., de 1993, marcado pela presença de influências da música indígena. Em outro momento da apresentação, uma figura da morte levitando apareceu antes da execução de Beyond The Dream, canção lançada neste ano.

“O futuro não é nosso fim. Deixe tudo para trás para recomeçar, não há expectativas”, repetiu Derrick Green durante a apresentação.

A banda também se apresenta com a turnê de despedida no Rock in Rio em setembro. O último show está previsto para ocorrer em São Paulo, no Mercado Livre Arena Pacaembu, em novembro.

*A repórter viajou a convite do Rock in Rio.