LITERATURA

Cristovão Tezza recebe Prêmio Machado de Assis 2026 pelo conjunto da obra

Autor de O Filho Eterno será homenageado pela ABL em 23 de julho e receberá prêmio de R$ 100 mil

Por Estadao Conteudo Publicado em 18/06/2026 às 19:30
Cristóvão Tezza Reprodução / Instagram

Cristovão Tezza foi anunciado como vencedor do Prêmio Machado de Assis 2026, concedido anualmente pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Reconhecido pelo conjunto de sua obra, o autor de O Filho Eterno receberá R$ 100 mil no dia 23 de julho, durante a cerimônia de comemoração dos 129 anos da ABL.

Tezza é autor de mais de 20 obras de ficção, com traduções para diversos países. Entre seus principais romances estão Trapo (1988), obra que o projetou nacionalmente, A Suavidade do Vento (1991), Juliano Pavollini (1992), Breve Espaço Entre Cor e Sombra (1988) e O Fotógrafo (2004).

Nos últimos anos, o escritor se dedicou a traçar um retrato da elite intelectual brasileira em livros como Um Erro Emocional, O Professor e A Tradutora, obra que ficou em segundo lugar na categoria romance do Prêmio Jabuti em 2017.

A produção literária de Cristovão Tezza também inclui A Tirania do Amor (2018), A Tensão Superficial do Tempo (2020), a coletânea de contos Beatriz (2011), Um Erro Emocional (2010) e Beatriz e o Poeta (2022).

Na não ficção, o autor publicou duas antologias de crônicas, Um Operário em Férias (2013) e A Máquina de Caminhar (2016), além da autobiografia literária O Espírito da Prosa (2012), entre outros trabalhos.

Seu maior sucesso, o romance O Filho Eterno, foi adaptado para o cinema, com direção de Paulo Machline, e para o teatro, com direção de Daniel Herz, no Brasil e na Argentina, em texto adaptado por Bruno Lara Rezende. A obra recebeu no Brasil os prêmios Jabuti, Oceanos, Zaffari-Bourbon, Bravo!, APCA e São Paulo de Literatura.

O trabalho mais recente do escritor é Visita Ao Pai, definido por ele como um “romance da memória” sobre a correspondência deixada por seu pai. O livro acaba de ser lançado pela Companhia das Letras.

Outras homenagens da ABL em 2026

Maria Amélia Mello, apontada como uma das profissionais mais renomadas do mercado editorial brasileiro, com décadas de atuação como editora, jornalista e poeta, foi indicada para a medalha Joaquim Nabuco, oferecida a personalidades de relevo na cultura brasileira, junto com a FIRJAN.

Maria Amélia foi reconhecida por sua habilidade em descobrir e trabalhar com grandes autores e construiu uma carreira histórica em editoras como José Olympio e Autêntica.

A medalha Rachel de Queiroz, concedida em reconhecimento a serviços prestados à Academia por pessoas ou instituições, será entregue ao jornalista e advogado mineiro Rogerio Faria Tavares e ao médico Gilberto Schwartsmann.

A historiadora mineira Heloisa Starling receberá a medalha João Ribeiro, destinada a quem se destaca na área do estudo da língua.

Já a medalha Francisco Alves, concedida a pessoa ou instituição que tenha produzido trabalho de relevo sobre questões do ensino e da educação no Brasil, será entregue à educadora Petronilha Gonçalves e Silva.