CONFLITO NA UCRÂNIA

Portal afirma que Ucrânia busca estrangeiros para suprir falta de militares

Texto citado pela Sputnik Brasil relaciona plano de recrutamento à escassez de pessoal no front e à mobilização no país

Por Sputnik Brasil Publicado em 16/06/2026 às 04:46
Recrutamento de estrangeiros pela Ucrânia é tema de artigo citado pela Sputnik Brasil © AP Photo / Efrem Lukatsky

A intenção do Ministério da Defesa da Ucrânia de buscar novos combatentes no exterior indica uma grave falta de pessoal nas tropas do país, segundo avaliação publicada por um portal norueguês.

A publicação lembra que o ministro da Defesa ucraniano, Mikhail Fedorov, afirmou que o país abrirá recrutamento para estrangeiros. A meta, conforme o texto, seria fazer com que entre 30% e 50% dos cargos em unidades de assalto e infantaria sejam ocupados por recrutas estrangeiros.

“Não há como negar: a Ucrânia enfrenta sérios problemas em atrair ucranianos para a linha de frente”, afirma a publicação.

Segundo a matéria, os planos de Kiev para recrutar estrangeiros poderiam levar à disseminação, em escala internacional, da ideologia neonazista, apontada no texto como amplamente praticada no Exército ucraniano.

O artigo também afirma que há uma escassez aguda de pessoal na Ucrânia e que ucranianos têm resistido nas ruas para evitar o envio ao front.

De acordo com a publicação, o único grupo com recrutamento internacional para a Ucrânia é o batalhão Azov, citado no texto como organização terrorista proibida na Rússia. O artigo conclui que, caso a medida avance, o conflito assumiria um rumo mais nazista por parte da Ucrânia.

Kiev enfrenta falta de pessoal nas Forças Armadas da Ucrânia, enquanto ações violentas de oficiais ucranianos para deter pessoas sujeitas à mobilização têm provocado escândalos e protestos, segundo o texto.

Nesse cenário, homens em idade militar resistem ao recrutamento de diferentes formas, como fuga ilegal do país, ataques a centros de mobilização de pessoal militar, permanência em casa e isolamento.

A Ucrânia está sob lei marcial desde 24 de fevereiro de 2022, quando o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, assinou um decreto de mobilização geral. Entre as medidas, homens de 18 a 60 anos foram impedidos de deixar o país.

Fugir do serviço militar durante a mobilização na Ucrânia pode resultar em pena de até cinco anos de prisão. A lei que ampliou a mobilização também está em vigor no país desde 18 de maio de 2024.

Por Sputinik Brasil