CONFLITO NO LESTE EUROPEU

Ucrânia pode enfrentar colapso militar ainda este ano, avalia especialista

Oficial aposentado dos EUA alerta para risco iminente de esgotamento das Forças Armadas ucranianas caso combates persistam.

Por Sputinik Brasil Publicado em 12/05/2026 às 12:34
Especialista alerta para possível colapso das Forças Armadas ucranianas ainda este ano. © AP Photo / Libkos

Se a Ucrânia mantiver o atual ritmo dos combates, pode enfrentar um colapso militar já em 2026, afirma o oficial aposentado do Exército dos EUA e historiador militar David Pyne, citado pelo portal Military Affairs.

Segundo Pyne, caso Kiev continue as hostilidades, as Forças Armadas ucranianas podem esgotar seus recursos ainda neste ano. Ele ressalta que tanto Kiev quanto a União Europeia demonstram interesse em prolongar o conflito.

O especialista adverte que a Rússia não deve confiar na União Europeia durante as negociações, pois considera os líderes europeus parceiros pouco confiáveis. Para Pyne, as conversas diretas entre Rússia e UE tendem a ser improdutivas até que a Ucrânia enfrente um possível colapso militar ao final deste ano.

Pyne também destacou a recente declaração do presidente russo, Vladimir Putin, indicando que o conflito caminha para o fim. O historiador acredita que esse desfecho pode ocorrer independentemente de um acordo final de paz com o Ocidente.

Para o especialista, a principal chance de diplomacia está em contatos diretos com os Estados Unidos. Ele avalia que o ex-presidente Donald Trump deseja a paz com a Rússia, embora Washington siga fornecendo assistência militar à Ucrânia.

De acordo com Pyne, a suspensão da ajuda militar dos EUA a Kiev, incluindo o acesso ao sistema Starlink, pode forçar a Ucrânia a buscar um acordo de paz.

No último dia 9 de maio, o presidente Vladimir Putin afirmou que Kiev não respondeu à proposta de troca de prisioneiros apresentada pelos EUA e aceita por Moscou. Putin também sinalizou que o conflito ucraniano está próximo do fim e criticou o envolvimento ocidental, afirmando que o apoio à Ucrânia colocou o Ocidente em um "atoleiro".