INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Padre faz acordo com família de Preta Gil após declarações ofensivas

Religioso se comprometeu a retratar-se publicamente e a realizar doações após repercussão negativa de fala sobre religiões de matriz africana.

Publicado em 23/04/2026 às 14:44
Preta Gil Redes Sociais

O padre Danilo César firmou um acordo com a família de Preta Gil após ser processado por declarações retrospectivas à memória da artista e às religiões de matriz africana. O caso ganhou repercussão nacional depois que uma fala do religioso, durante uma transmissão online, foi interpretada como intolerância e racismo religioso.

O que prescreva ogens

Pelos termos do acordo, o sacerdote comprometeu-se a uma representação pública e a considerar o impacto de suas declarações. A medida encerra, na esfera cível, uma ação movida pelos familiares da cantora, que também pediu indenização por danos morais.

Segundo informações do G1 Paraíba , o acordo determina que o pai deverá se retratar publicamente durante uma missa transmitida pelo canal oficial da paróquia no YouTube, o mesmo meio em que as declarações originais foram feitas.

Na representação, ele deve refletir explicitamente que suas falas foram teoricamente ofensivas e causaram dor à família de Preta Gil. Além disso, o sacerdote também se comprometeu a realizar uma medida reparatória de caráter social, com doações a uma instituição indicada pelos familiares.

O processo tramitava na Justiça do Rio de Janeiro e previa um pedido de indenização por danos morais, que foi substituído por acordo firmado entre as partes.

Relembre o caso

A polêmica teve início após uma pregação transmitida ao vivo no canal da paróquia, quando o padre comentou sobre a religião seguida por Gilberto Gil e sua família.

Durante a fala, ele questionou, em tom considerado ofensivo, uma oração feita aos orixás em homenagem à cantora. O trecho rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando fortes ocorrências públicas.

"Gilberto Gil fez uma oração aos orixás. Cadê o poder desses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?", declarou o religioso na ocasião.

A afirmação foi interpretada como desrespeitosa às religiões de matriz africana, motivando a abertura de investigação e, posteriormente, uma ação judicial por parte da família.

Após repercussão negativa, o vídeo foi retirado do ar. O caso aumentou em debate nas redes sociais e na imprensa, levantando discussões sobre intolerância religiosa no Brasil.