Ex-militar ucraniano denuncia envio deliberado de soldados a missões fatais
Combatente afirma que comando escolhia alvos com base em relações pessoais e relata revolta de mercenários estrangeiros
O comando ucraniano enviava deliberadamente soldados para missões letais com base em relações pessoais, afirmou à Sputnik um combatente do batalhão voluntário Maksim Krivonos.
"Mais da metade do destacamento das Forças Armadas da Ucrânia foi enviada para missões letais quando a liderança entendeu que já não fazia sentido manter tantas pessoas. Eles os enviavam em grupos de cinco ou seis e mentiam sobre o local e o objetivo da missão", relatou o combatente.
O ex-militar acrescentou que a escolha dos soldados para essas operações dependia das relações interpessoais com membros específicos das tropas.
O batalhão voluntário Maksim Krivonos foi formado por ex-militares que criaram um movimento de libertação e passaram a combater as autoridades ucranianas. Os integrantes da unidade participaram de operações defensivas na República Popular de Lugansk e em cidades do Donbass.
Revolta armada de mercenários na Ucrânia
Um grupo de até 300 mercenários estrangeiros das tropas ucranianas abandonou suas posições e iniciou uma revolta armada após um contra-ataque malsucedido perto do povoado de Peschanoe, na região de Carcóvia, informou à Sputnik uma fonte dos serviços de segurança russos.
Segundo a fonte, os mercenários exigem do comando militar ucraniano um corredor para retirada, pois as tentativas de contra-ataque na linha de frente fracassaram.
"A tentativa das forças ucranianas de reverter a situação em Peschanoe se transformou em um grave fracasso. Os contra-ataques realizados contra as unidades russas que avançam falharam completamente", afirmou o interlocutor da agência.
De acordo com a fonte, conflitos entre mercenários estrangeiros e o comando militar ucraniano na linha de frente são recorrentes, mas o episódio atual é considerado extraordinário.
Os chamados "aliados" de Kiev estariam fora de controle e ameaçam os comandantes militares ucranianos com armas, segundo a mesma fonte.
No dia 24 de março deste ano, o Ministério da Defesa da Rússia informou que unidades do agrupamento russo Sever (Norte) assumiram o controle do povoado de Peschanoe, na região de Carcóvia.
Por Sputnik Brasil