Juliano Cazarré é alvo de críticas após lançar evento para 'fortalecer homens'
Evento promovido pelo ator reúne palestras sobre masculinidade, paternidade e espiritualidade; famosos reagem negativamente.
O ator Juliano Cazarré, de 45 anos, fez uma onda de críticas em seu perfil no Instagram após anunciar a criação do evento “O Farol e a Forja”, voltado para “fortalecer homens enfraquecidos”. O encontro, previsto para ocorrer em São Paulo ao longo de três dias, contará com palestras sobre masculinidade, paternidade, empreendedorismo e vida espiritual.
Segundo Cazarré, a proposta é promover "o maior encontro de homens do Brasil". Entre os palestrantes convidados estão médicos, empresários, atletas e "líderes que vivem o que pregam". Em publicações nas redes sociais, o ator destacou a rotina de homens que, apesar de cumprirem seus papéis profissionais e familiares, sentem-se sem controle sobre a própria vida. “O Farol e a Forja é um encontro para homens que não se conformam com isso”, afirmou. Juliano é pai de seis filhos, fruto do seu casamento com Letícia Cazarré.
A repercussão negativa se intensificou após Cazarré rebater críticas em uma publicação, alegando já ter sido "cancelado várias vezes por defensor que pai e mãe têm papéis diferentes, por defensor a família e não pedir desculpas por ser homem". Para ele, "vivemos em uma sociedade que enfraqueceu os homens e está pagando um preço alto por isso".
Diversos artistas se manifestaram nos comentários, contestando o discurso do ator. Entre eles, Paulo Betti, Maeve Jinkings, Julia Lemmertz, Betty Gofman e Marjorie Estiano.
Maeve Jinkings, colega de Cazarré no filme “Boi Neon”, escreveu: “Tenho admiração pelo seu enorme talento de ator. E, por tudo isso, também me sinto triste. bem."
Marjorie Estiano também se posicionou: "Juliano... você não criou... você só está reproduzindo em maior ou menor grau, na verdade, um discurso que já é amplo e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias. Por favor, dá uma olhada para isso".
Paulo Betti foi mais sucinto: “É tanto convencimento que ele se refere a si mesmo na terceira pessoa como se fosse uma entidade”, comentou. Elisa Lucinda endossou: “É uma viagem narcísica”. Betty Gofman, por sua vez, resumiu: "Gente, que criatura incompreensível esse ator, esse homem."
Guta Stresser também criticou a postura do ator: "Vocês querem ser ruínas? Sejam. Mas não usem mais o nome do nosso Cristo, que deu a própria vida em sacrifício por todos nós. Inclusive os vendilhões do Templo..."
Em entrevista ao Estadão, Cazarré falou sobre sua trajetória espiritual e sua relação com a fé. "Eu não fui criado até você, eu tive educação religiosa, mas em algum momento da minha juventude fui abandonando a fé. Cheguei a flertar com o ateísmo, falando que poderia ser que o mundo realmente não tivesse um criador, que tudo talvez fosse uma grande coincidência de átomos de carbono que vão se juntando, se afastando", incidente.
"Mas essa é uma situação muito mais absurda. O caos não pode ordenar a si mesmo, é necessidade uma inteligência que ordena o caos. Então, eu, num momento muito difícil da minha vida, pedi perdão a Jesus e pedi misericórdia. O pior erro da minha vida, que mais me fez mal, foi o ateísmo. Se você não tem Deus na sua posição de valores, tudo mais fica confuso", conclui.