FBC apresenta "Bandido Bom", single que antecede seu primeiro álbum de rock
A faixa chega nas plataformas digitais via ONErpm nesta sexta-feira
FBC não reformula um discurso antigo.
Ele disputa o significado dele.
Com uma trajetória marcada pelo diálogo direto com questões sociais e políticas, o rapper mineiro FBC inicia um novo momento em sua carreira com o lançamento de “Bandido Bom”. A faixa é o primeiro single do seu próximo álbum “TAMBORES, CAFEZAIS, FUZIS, GUARANÁS E OUTRAS BRASILIDADES”, que será lançado no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, e marca uma virada estética e discursiva na obra do artista.
Disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm, o single chega em uma data simbólica. O 17 de abril, Dia Internacional da Luta Camponesa, também relembra os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, episódio ocorrido em 1996, no Pará, quando 21 trabalhadores rurais foram assassinados durante uma ação policial. A escolha reforça o posicionamento político do projeto, que se ancora em temas estruturais da sociedade brasileira.
“Bandido Bom” parte de um dos slogans mais difundidos do Brasil para inverter sua lógica. Com refrão direto e insistente, a faixa funciona como um mantra que, ao invés de confortar, pressiona.
Nos versos, FBC desloca o debate. A discussão deixa de ser quem é o bandido e passa a ser quem constrói essa narrativa. A música confronta estruturas de poder, expõe contradições políticas e aponta para uma justiça seletiva, em que diferentes crimes recebem tratamentos distintos, dependendo de quem os comete.
O single integra o projeto “TAMBORES, CAFEZAIS, FUZIS, GUARANÁS E OUTRAS BRASILIDADES”, no qual FBC — também conhecido como Padrim — amplia sua sonoridade e seu discurso. Com base no rock, o álbum aponta para um movimento mais direto e reativo. Se em “Assaltos e Batidas” havia uma construção marcada pela estratégia e observação, aqui o gesto é outro: ação, reação e execução.
A dimensão visual acompanha essa virada, a capa do single é assinada por Kawany Tamoyos (Kakaw), artista visual mineira de origem indígena. Sua pesquisa anticolonial dialoga com o universo do disco ao reinterpretar a iconografia da colonização brasileira. As mãos em destaque reforçam a ideia central do projeto: agir, não apenas observar.
Segundo a artista, o trabalho carrega “fúria, desejo de revolução e, principalmente, movimento”. Elementos como sangue, mapas coloniais e composições épicas constroem uma narrativa visual contínua, ampliando o conceito do álbum.
“Bandido Bom” assume o conflito como linguagem e propõe um enfrentamento direto.
“Bandido Bom” já está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.