Dominique Scharf: conheça a história da estelionatária retratada em Tremembé 2
Nova temporada da série do Prime Video traz Dominique Scharf, interpretada por Giovanna Antonelli, inspirada em uma das criminosas mais conhecidas do país.
A nova temporada de Tremembé, série do Prime Video, amplia sua narrativa ao apresentar Dominique Scharf, interpretada por Giovanna Antonelli. Um personagem é inspirado em uma das criminosas mais notórias do Brasil.
A inclusão de Dominique reforça o tom da produção, que mistura dramatização e realidade ao abordar histórias marcantes do sistema prisional brasileiro. Na trama, ela se juntou a outros personagens emblemáticos, compondo um mosaico de figuras que vivenciaram — e ainda vivenciam — como consequências de crimes de grande repercussão.
Origem privilegiada, caminho escolhido
Nascida em São Paulo, em 1960, Dominique Cristina Scharf cresceu em uma família de classe alta, filha de pai americano e mãe alemã. O início de sua trajetória, marcado por acesso à educação e conforto, contrasta fortemente com o boato que passou a seguir ainda jovem.
Aos 21 anos, Dominique teve seu primeiro registro criminal. A partir desse momento, construiu um histórico marcado por golpes sofisticados, fraudes e crimes patrimoniais que se prolongaram por décadas.
Golpes, violência e longa ficha criminal
Ao longo dos anos, Dominique acumulou condenações por estelionato, falsificação de documentos, furtos e assaltos à mão armada. Entre os casos mais graves está uma tentativa de homicídio, em 2003, quando atirou contra um vendedor de joias durante um assalto.
Ela também foi acusada de extorsão mediante sequestro nos anos 1990, em um caso que posteriormente foi reclassificado pela Justiça. Em 2016, suas penas foram unificadas, totalizando mais de 57 anos de prisão.
A série adapta esse histórico, arredondando a reportagem para 58 anos, ressaltando o peso de sua trajetória criminosa dentro da narrativa.
Vida em Tremembé: adaptação e estratégia
Grande parte de sua história foi vivida na Penitenciária Feminina de Tremembé, onde Dominique presa há 32 anos. Segundo relatos da própria, a rotina no presídio era encarada como uma questão de sobrevivência.
Ela se manteve ativa em atividades como costura, cursos profissionalizantes e leitura — estratégias que, segundo afirma, ajudaram a preservar sua sanidade durante o cumprimento da pena.
Durante esse período, dividiu espaço com outras detentas conhecidas, como Elize Matsunaga, que contribuiu para sua visão sobre o ambiente prisional.
Liberdade e tentativa de recomeço
Dominique saiu da prisão em 2025, aos 65 anos, após cumprir mais de três décadas de pena, período ampliado por episódios como tentativa de fuga, que impactaram sua progressão de regime.
Em liberdade, afirma buscar uma vida distante do crime. Entre seus planos está a criação de uma marca de roupas de tricô — habilidade desenvolvida durante o encarceramento —, além do desejo de se reaproximar da família e possivelmente viver fora do Brasil.
O personagem da série e os novos caminhos da trama
Na segunda temporada de Tremembé, Dominique assume papel central na dinâmica da prisão, dividindo espaço com outros nomes conhecidos do noticiário policial. A produção deve explorar a convivência entre diferentes perfis de detenção, ampliando o olhar sobre o sistema carcerário.
Com direção de Vera Egito e roteiro baseado na obra de Ullisses Campbell, a série mantém o foco em narrativas reais adaptadas para a ficção, explorando não apenas os crimes, mas também os bastidores e as relações dentro do presídio.