MÚSICA & POLÍTICA

Bruce Springsteen critica Trump durante turnê: 'Estamos vivendo tempos muito sombrios'

Durante show de abertura em Mineápolis, músico faz duras críticas ao governo Trump e convoca público à resistência.

Publicado em 01/04/2026 às 14:17
Reprodução

O cantor Bruce Springsteen não fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a estreia de sua nova turnê, Land of Hope and Dreams American Tour . O show aconteceu na noite da última terça-feira, 31, no Target Center, em Mineápolis, e foi marcado por discursos contundentes contra o governo republicano.

"Estamos vivendo tempos muito sombrios", iniciou Springsteen. "Nossos valores americanos, que nos sustentaram por 250 anos, estão sendo desafiados como nunca. Nossos jovens homens e mulheres estão com suas vidas em risco em uma guerra inconstitucional e ilegal. Isso está acontecendo agora", afirmou, referindo-se ao conflito no Oriente Médio contra o Irã.

O músico também destacou a situação dos imigrantes nos Estados Unidos: "Há imigrantes sendo mantidos em centros de detenção por todo o país e sendo deportados sem o devido processo legal para países estranhos e gulags. Isso está acontecendo agora", disse, apontando para as ações da Agência de Imigração e Alfândega (ICE).

Springsteen ainda criticou a atuação do Departamento de Justiça: "Nosso Departamento de Justiça abdicou completamente de sua independência, e nossa procuradora-geral, Pam Bondi, recebe ordens diretamente de uma Casa Branca corrupta. Ela processa os supostos inimigos do presidente, encobre seus erros e protege seus amigos poderosos. Isso está acontecendo agora", pontudo.

Em seu discurso, o artista específico o desmonte da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o afastamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e a postura agressiva de Trump com aliados históricos do país. "Nós somos frágeis demais? Temos um presidente que não consegue lidar com a verdade. Isso está acontecendo agora", declarou.

Durante as três horas de apresentação, Springsteen e a E Street Band tocaram 27 músicas, incluindo clássicos e covers de artistas como Bob Dylan. O show contou também com a participação do guitarrista Tom Morello, conhecido por suas críticas a Trump e integrante do Rage Against the Machine. Entre as músicas, o cantor voltou a criticar o governo e reforçar o caráter político da turnê, anunciada anteriormente.

"A Casa Branca está destruindo o sonho americano e nossa confiança ao redor do mundo. Para muitos, já não somos vistos como um defensor — muitas vezes imperfeito, mas forte — da democracia e do bem global. Já não somos mais a terra da liberdade e o lar dos corajosos. Agora somos, para muitos, a América imprudente, imprevisível, predatória, uma nação pária. Esse é o legado desadministração e deste presidente. Isso está acontecendo agora", impetisu Springsteen.

Em tom de apelo, o músico concluiu: "Honestidade, honra, humildade, compaixão, consideração, moralidade, verdadeira força e decência — não deixem que ninguém diga que essas coisas não importam mais. Elas importam. amamos".

A turnê Land of Hope and Dreams American Tour terá 20 apresentações em diversas cidades dos Estados Unidos, com encerramento previsto para 27 de maio deste ano, em Washington, DC