LITERATURA

Livro "A Modernidade Caiu na Rede: A arte, a cultura e a economia no mundo da Inteligência Artificial" será lançado em abril

Escritor e economista Armando Avena reúne uma série de textos tendo como tema o domínio das redes sociais e da Inteligência Artificial

Por Assessoria Publicado em 01/04/2026 às 14:18
Armando Avena

Por que os homens aceitaram que um pequeno grupo de big techs se apropriasse do conhecimento acumulado da humanidade para lucrar com ele?

Essa indagação perpassa o livro “A Modernidade Caiu na Rede: A arte, a cultura e a economia no mundo da inteligência artificial”, do escritor e economista Armando Avena, que terá um pré-lançamento no dia 16 de abril, na Bienal do Livro Bahia.

Este é o 12º livro de Armando Avena, que é professor-doutor da Universidade Federal da Bahia, membro da Academia de Letras da Bahia e colunista do jornal A Tarde.  O livro reúne uma série de textos lítero-sociais tendo como tema o domínio das redes sociais e da inteligência artificial.

A obra, que terá lançamento oficial no dia 23 de abril, promete causar polêmica, pois o autor sustenta que, da forma como foi imposta à sociedade, a inteligência artificial pode desestimular ou mesmo dar um fim à autoria.

Segundo Avena, algumas poucas empresas, chamadas de big techs, se apropriaram de todo o conhecimento humano acumulado durante séculos e o disponibilizam de acordo com os seus interesses financeiros e políticos. E isso tem impacto não só na produção de mercadorias, mas na produção social da arte e da cultura.

O livro começa abordando a contribuição do poeta Charles Baudelaire e do filósofo Karl Marx na análise das mudanças que ocorreram no mundo no século XIX e de como eles criaram o conceito de modernidade. A partir daí, Avena afirma que essa modernidade caiu na rede, e que hoje existe uma nova modernidade moldada pelas redes sociais e pela inteligência artificial.

“Se no século XIX, a vida se vivia nas fábricas de Londres e nos bulevares de Paris, hoje se vive nos feeds luminosos do Instagram e do TikTok”, diz Avena, acrescentando que essa nova modernidade está sendo regulada, cada vez mais, pela inteligência artificial.

A Modernidade caiu na rede é composto de textos, com tom literário, que passeiam pelas ideias de pensadores que estão atualmente analisando o impacto das redes sociais e da IA na sociedade, a exemplo de Byung-Chul Han, Christian Fuchs e Franco Berardi. São “fragmentos de crítica em tempo real” que fazem da análise crítica um exercício de literatura, diz a orelha da publicação.

No livro, será possível ver Dante Alighieri reunindo os pensadores liberais para discutir a ascensão da direita no século XXI. E Karl Marx dizendo que a inteligência artificial não é nenhuma novidade e que pode ser a mãe do socialismo.

O livro terá pré-lançamento na Bienal do Livro Bahia, no dia 16 de abril, no Centro de Convenções de Salvador; e o lançamento será no Shopping Salvador em 23 de abril.

A publicação é da editora Caramurê, de Salvador, e estará disponível na Amazon a partir do dia 16 de abril.

Serviço

A Modernidade Caiu na Rede - A arte, a cultura e a economia no mundo da Inteligência Artificial

Autor: Armando Avena

Editora: Caramurê

Preço: a definir

101 páginas

1ª edição / 2026

Formato: 15,5 x 23 cm

Idioma Português

Venda disponível na Amazon - a partir de 15 de abril

ISBN: 978.85.94311.85.6

Pré-lançamento:

Dia 16 de abril – Bienal do Livro da Bahia no Centro de Convenções de Salvador. No stand da editora Caramurê. A partir das 16 horas.

Lançamento:

Dia 23 de abril - Shopping Salvador, piso L1. Local:  Varanda do Amado do Shopping Salvador.  A partir das 17 horas


Sobre o autor

Armando Avena é economista, jornalista e escritor. Membro da Academia de Letras da Bahia, é professor-doutor pela UFBA – Universidade Federal da Bahia. É autor de 11 livros, com destaque para os romances: Luiza Mahin (Geração); Maria Madalena: O evangelho segundo Maria (Geração); Recôncavo (Versal) e o Afilhado de Gabo (Relume Dumará). Seu livro  “O Manuscrito Secreto de Marx” (Ed. Casarão do Verbo) foi finalista do Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional em 2012. É professor da Ufba e assina coluna semanal no Jornal a Tarde de Salvador.