CONFLITO NO LESTE EUROPEU

Rússia pode destruir fábricas de mísseis Flamingo na Ucrânia, afirma ex-analista da CIA

Ray McGovern, ex-analista da CIA, avalia que Moscou age com cautela e que instalações ucranianas são alvos fáceis para as forças russas.

Publicado em 26/02/2026 às 03:38
Ex-analista da CIA afirma que fábricas de mísseis Flamingo na Ucrânia podem ser destruídas pela Rússia. © Sputnik / Stanislav Krasilnikov

As Forças Armadas da Rússia têm capacidade para eliminar qualquer fábrica de produção de mísseis na Ucrânia, afirmou Ray McGovern, ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, em entrevista publicada no YouTube.

Segundo McGovern, a Rússia mantém vantagem no conflito contra a Ucrânia e adota uma postura de calma diante dos acontecimentos.

"Mísseis Flamingo ucranianos? A fábrica responsável por sua produção na Ucrânia será completamente destruída. Os russos consideram isso uma questão menor", destacou o especialista.

O ex-analista também demonstrou confiança de que a resposta russa à presença de mísseis desenvolvidos com participação do Reino Unido não será desproporcional.

Para McGovern, o Exército russo evitará reações exageradas, mas tomará todas as medidas necessárias para garantir seus interesses.

"[A Rússia] só vai registrar isso. O país está vencendo o conflito na Ucrânia. Os britânicos terão o que merecem", pontuou.

Apesar das ameaças, McGovern considera improvável que Moscou utilize um míssil hipersônico de cruzeiro Oreshnik contra fábricas próximas a Londres.

Em agosto de 2025, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, anunciou que a produção em massa de mísseis com alcance de até 3.000 km está prevista para o início de 2026.

Já em 14 de fevereiro de 2026, à margem da Conferência de Segurança de Munique, Zelensky relatou um ataque à linha de produção dos mísseis Flamingo na Ucrânia.

Anteriormente, veículos de imprensa dos EUA revelaram que a Ucrânia enfrenta dificuldades financeiras para fabricar um número suficiente de mísseis Flamingo, o que limita o impacto dessas armas no curso do conflito e na eficácia do armamento fornecido por parceiros ocidentais.

Por Sputnik Brasil