Álbum "Hermínio Bello de Carvalho 90" celebra a obra do compositor, poeta e produtor musical,chega às plataformas dia 27 de fevereiro
Participação de Simone, Vidal Assis, Frejat, Ayrton Montarroyo, Áurea Martins, Gabi Duarte e Hermínio Bello de Carvalho
"É um espanto descobrir que Hermínio Bello de Carvalho tem inéditos na gaveta, seja um poema, uma letra de samba ou um único verso. O mundo não anda tão bem das pernas que possa passar sem o menor vestígio da sensibilidade de Hermínio. Precisamos dela, na quantidade que for, para irmos em frente.
Por sorte, não faltam a Hermínio parceiros para resgatar esses inéditos e fazê-los éditos, apondo-lhes melodias, emprestando-lhes suas vozes, levando-os ao microfone, presenteando-nos com eles. Tornando-nos melhores do que somos por simplesmente podermos amá-lo.
Hermínio, irmão, ainda falta muito para o ali adiante. E vai por mim: os primeiros 90 anos são os mais difíceis." (RUY CASTRO)
"Sendo Hermínio Bello de Carvalho um profícuo e diversificado artista que chega aos 90 anos de vida, seu novo álbum, “Hermínio Bello de Carvalho – 90 anos”, lançado pela gravadora Biscoito Fino, nasce como um rio caudaloso e novidadeiro – adjetivos que fazem parte do seu léxico personalíssimo. O álbum é caudaloso tanto pela riqueza das canções, quanto pelo conjunto de artistas interpretando seu cancioneiro. E é novidadeiro por se tratar de canções inéditas.
Hermínio vem construindo, ao longo de mais de 70 anos de carreira, uma sólida obra, que se estende desde sua atividade como poeta e letrista até a idealização de espetáculos (como o “Rosa de Ouro”, de 1965), discos (como o “Elizeth sobe o morro”, de 1965) e projetos em prol da democratização da cultura brasileira (como o fundamental “Projeto Pixinguinha”, criado em 1977 e reeditado até o presente momento). Diante dessa longa contribuição à cultura do Brasil, Hermínio poderia simplesmente assistir da janela o crescimento e a multiplicação dos doces frutos de seu trabalho. Mas, não. Hermínio, como de costume, arregaça as mangas e nos presenteia com novas canções, como quem abre um porta-joias e desata a compartilhar riquezas.
A voz do Hermínio-poeta não poderia deixar de estar presente no álbum. Nosso nonagenário recita o seu poema “Las Hormigas”, o qual nos ensina sobre a eternidade do artista através do seu ofício: “Eu, enfim, não acabo aqui.” Viva Hermínio Bello, Hermínio inédito, Hermínio eterno! (VIDAL ASSIS)
Ficha técnica:
Idealização e seleção de repertório: Hermínio Bello de Carvalho
Produção musical: Vidal Assis
Coordenação de produção: Olhar Brasileiro
Produção executiva: Luiz Boal e Vidal Assis
Capa: Mello Menezes
Mixagem e masterização: Lucas Ariel (com exceção da faixa “Carrapicho”, mixada por Frejat e Renato Muñoz)
Repertório:
1-De nada valeu (Simone e Hermínio Bello de Carvalho)
Intérprete: Simone
Kiko Horta – acordeão
Ivan Machado – contrabaixo elétrico
Vidal Assis – violão
2-Carrapicho (Frejat e Hermínio Bello de Carvalho)
Intérprete: Frejat
Frejat – violão, guitarra barítono, baixo e percussão
Ana de Oliveira - violino
3-Igual ao que não foi / Catando estrelas ( Hermínio Bello de Carvalho e Vital Lima)
Intérpretes: Vital Lima e Áurea Martins
Kiko Horta – acordeão
Ivan Machado – contrabaixo elétrico
Vidal Assis – violão
4- Las hormigas (Poema de Hermínio Bello de Carvalho)
Intérprete: Hermínio Bello de Carvalho
5-Cabernet Sauvignon (Vidal Assis e Hermínio Bello de Carvalho)
Intérprete: Ayrton Montarroyos
João Camarero – violão
6- Jogo empatado ( Kiko Horta, Vidal Assis e Hermínio Bello de Carvalho)
Intérprete: Gabi Buarque
Kiko Horta – piano
Ivan Machado – baixo elétrico
Vidal Assis – violão
Marcus Thadeu – percussão (Caixa, tamborim, reco-reco)
7- Dia sim, dia não (Gabriel Lemuriano e Hermínio Bello de Carvalho)
Intérpretes: Simone e Hermínio Bello de Carvalho
Kiko Horta – acordeão
Ivan Machado – contrabaixo elétrico
Vidal Assis – violão
8- Como se faz? (Autoria de Vidal Assis e Hermínio Bello de Carvalho)
Intérpretes: Simone e Vidal Assis
Vidal Assis – violão
Marcus Thadeu – percussão (caixa de fósforos)