BASTIDORES DE HOLLYWOOD

Mark Ruffalo rebate James Cameron após críticas à possível compra da Warner Bros. pela Netflix

Ator questiona posicionamento do diretor sobre monopólio e destaca silêncio diante de possível aquisição pela Paramount.

Publicado em 23/02/2026 às 14:08
Mark Ruffalo Reprodução / Instagram

O ator Mark Ruffalo criticou publicamente o cineasta James Cameron após o diretor se manifestar contra a possível compra da Warner Bros. pela Netflix. Em uma carta enviada ao Senado dos Estados Unidos na última semana, Cameron alertou que a aquisição do tradicional estúdio pelo serviço de streaming poderia causar danos irreparáveis à indústria cinematográfica.

No sábado (21), Ruffalo, conhecido por interpretar o Hulk, utilizou suas redes sociais para questionar a postura do diretor de 'Titanic'. “Então... a próxima pergunta ao Sr. Cameron deveria ser: 'Você também é contra a monopolização que uma aquisição da Paramount criaria? Ou só é contra o da Netflix?'”, provocou o ator.

James Cameron, apesar de se opor à compra da Warner Bros. pela Netflix, não comentou sobre uma eventual aquisição do estúdio pela Paramount. Atualmente, Netflix e Paramount disputam judicialmente o direito de adquirir a Warner Bros.

“Acho que a resposta seria muito interessante para a comunidade cinematográfica ouvir – e é uma pergunta que deveria ser feita imediatamente”, acrescentou Ruffalo em sua postagem.

O ator também questionou se o senador Mike Lee, republicano que preside o subcomitê do Senado sobre antitruste, política concorrencial e direitos do consumidor, teria a mesma preocupação com uma possível venda para a Paramount. “Ele está tão preocupado com essa venda para a Paramount quanto está com a venda para a Netflix?”, questionou Ruffalo.

Cameron critica venda e Netflix responde

Em sua carta ao subcomitê do Senado, James Cameron expressou preocupação com o futuro do cinema caso a Warner Bros. seja adquirida pela Netflix. Segundo o diretor, a compra seria catastrófica para a indústria, pois a plataforma de streaming não prioriza a manutenção das salas de exibição. “Os cinemas vão fechar. Menos filmes serão produzidos. Prestadores de serviço, como empresas de efeitos visuais, sairão do mercado. As demissões vão se multiplicar”, alertou o cineasta.

Cameron ainda argumentou que o modelo de negócios da Netflix está em conflito com o da Warner Bros., um dos poucos grandes estúdios tradicionais ainda em operação. “Está, portanto, em conflito direto com o modelo de negócios da divisão de cinema da Warner Bros., um dos poucos grandes estúdios que restam”, afirmou.

Após a divulgação da carta, Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, rebateu as críticas de Cameron e o acusou de “espalhar desinformação” em benefício da Paramount Pictures, concorrente direta na disputa pela Warner Bros. “Estou particularmente surpreso e desapontado que James tenha optado por participar da campanha de desinformação da Paramount em relação a este acordo, que já dura meses”, declarou Sarandos em entrevista.