Nigéria busca adesão plena ao BRICS e pode ampliar influência global
País africano já integra grupo como parceiro e pretende reforçar laços econômicos e políticos nos próximos anos
O ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Yusuf Tuggar, afirmou durante o Fórum de Doha que o país pretende se tornar membro pleno do BRICS nos próximos anos.
Desde janeiro de 2025, a Nigéria e outros oito países — Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão — passaram a integrar a categoria de países parceiros do grupo. Nessa condição, eles podem participar de fóruns, cúpulas e reuniões vinculadas ao BRICS, além de colaborar em temas de comércio, investimentos e cooperação econômica e diplomática com os países-membros.
Com a possível entrada definitiva, Abuja poderá desempenhar papel mais ativo nas decisões do bloco e do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), além de ter maior acesso a mecanismos financeiros, como as reservas conjuntas de moeda.
Quais são os principais motivos que levam a Nigéria a buscar a condição de membro pleno do BRICS? De que forma Abuja pode se beneficiar das vantagens oferecidas pelo grupo?
Para comentar o tema, Melina Saad e Marcelo Castilho convidam Eden Pereira, professor de história e pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre África, Ásia e Relações Sul-Sul (NIEAAS), e Fernando Goulart, pesquisador do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NuBRICS), da Universidade Federal Fluminense (UFF). O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.