VERBA PÚBLICA

Barreira Matuto confronta Jorge e Mateus e cobra prefeitos do Nordeste: “Gastem com saúde e educação”

Em vídeo, ele critica cachês elevados pagos com recursos públicos, defende novos artistas e diz que grandes shows devem ser bancados por quem compra ingresso

Publicado em 02/11/2026 às 22:17
Barreira Matuto confronta Jorge e Mateus e cobra prefeitos do Nordeste: “Gastem com saúde e educação”

Barreira Matuto dirigiu críticas à dupla Jorge e Mateus e fez um apelo aos prefeitos do Nordeste para que priorizem investimentos em saúde e educação em vez de contratar apresentações com cachês elevados. No vídeo, ele também questiona a postura de cantores que identifica como apoiadores do bolsonarismo.

“Ei, Jorge e Mateus, tá querendo cantar no Nordeste?”, pergunta na abertura da gravação. Em seguida, afirma que, se dependesse de sua vontade, a dupla não se apresentaria na região.

Ao longo da manifestação, Barreira sustenta que o público de baixa renda teve papel fundamental na construção do sucesso dos artistas sertanejos. Na avaliação dele, parte desses cantores se distancia dos interesses desse público quando se posiciona contra políticas destinadas à população mais pobre.

“Quem sustentou esses cantores sertanejos nas costas foi o povo pobre”, declara.

A crítica se estende à contratação de grandes atrações pelas administrações municipais. Dirigindo-se diretamente aos gestores nordestinos, ele pede que os recursos sejam destinados ao atendimento das necessidades da população.

“Ei, prefeitos do Nordeste, eu vou pedir a vocês: gastem o dinheiro com medicina, gastem com saúde pública, gastem com educação. Agora não gastem o dinheiro com festa, não”, afirma.

Barreira também defende a abertura de espaço para novos cantores. Como alternativa às contratações de artistas com cachês elevados, sugere apresentações em arenas, financiadas pela venda de ingressos ao público interessado.

Na argumentação apresentada no vídeo, os artistas podem estabelecer o preço de seus espetáculos, desde que o pagamento seja sustentado pela receita dos próprios eventos. Sua objeção se concentra no uso do dinheiro público.

“Quem quiser ir, quem tiver dinheiro, vai lá, não tem problema não”, diz. Mais adiante, reforça: “Agora, o dinheiro do povo, não”.

A manifestação mistura críticas políticas e cobranças sobre as prioridades dos municípios. Barreira menciona o chamado orçamento secreto ao atacar cantores que associa ao bolsonarismo, mas o trecho não apresenta documentos que vinculem Jorge e Mateus a recebimentos por esse mecanismo nem identifica uma contratação específica da dupla.

O ponto central de sua cobrança é que as prefeituras coloquem os serviços essenciais à frente dos gastos com grandes atrações: “O dinheiro do povo não pode ser gastado só com uma pessoa”, conclui.