VIOLÊNCIA

Governo registra 45 casos de violência política após vitória de Lula

Ministro anuncia 10 mortes relacionadas a atentados e agressões desde o pleito.

Por Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi Publicado em 28/10/2026 às 14:42
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial OpenAI (GPT Image)

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou em coletiva no Ministério da Justiça, nesta quarta-feira, 28, que o governo federal contabilizou 45 casos de violência política desde a vitória do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo, 25. Segundo Boulos, 10 pessoas foram mortas, sendo três indígenas.

Boulos disse também que, das 45 ocorrências, houve sete atropelamentos intencionais, 14 agressões físicas de espancamentos e esfaqueamentos, cinco atentados com arma de fogo, cinco casos de violência e coação contra povos indígenas e seis casos de abuso de autoridade e violência policial.

O ministro anunciou também que o governo tomou um conjunto de iniciativas para prevenir novos casos e identificar e punir agressores. As investigações serão centralizadas na Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Não haverá impunidade nesses casos, isso é inadmissível. Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para cometimento de crimes, para agressões e assassinatos", disse Boulos, que declarou ainda que os casos ocorreram desde o sábado de véspera da eleição e foram intensificados no domingo do pleito.

Boulos listou ainda que os Estados que registraram mais casos de violência política são Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina, nesta ordem. Destes, Lula ganhou apenas no território mineiro.