TRANSPORTE ELEITORAL

MP Eleitoral apura cobrança de passagens e falhas no transporte de eleitores em Alagoas

Fiscalização foi realizada com a Arsal no Terminal João Paulo II; em Campo Alegre, transporte foi disponibilizado após reclamação de moradores

Por Redação Publicado em 27/10/2026 às 08:21
MP Eleitoral acompanhou reclamações sobre transporte e cobrança de passagens em Alagoas.

O Ministério Público Eleitoral abriu apurações sobre problemas enfrentados por eleitores que dependiam do transporte público para votar no segundo turno realizado no domingo (25), em Alagoas.

Entre as principais reclamações estavam a insuficiência de veículos intermunicipais e a cobrança de passagens no Terminal Rodoviário João Paulo II, em Maceió. As denúncias provocaram uma atuação conjunta do Ministério Público Eleitoral e da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas, a Arsal.

Os órgãos verificaram as condições do atendimento e buscaram medidas para garantir o deslocamento dos eleitores. O balanço oficial, entretanto, não informa quantos passageiros foram prejudicados, quais empresas estavam envolvidas nem se foram aplicadas multas.

No povoado Vista Alegre, em Campo Alegre, moradores relataram dificuldades para chegar aos locais de votação. O promotor eleitoral responsável compareceu à comunidade para verificar a situação. De acordo com as informações posteriormente recebidas pelo Ministério Público, o transporte foi disponibilizado nos períodos da manhã e da tarde.

Ministério Público Federal

Em Maceió, também foram recebidas reclamações sobre uma suposta redução da frota de ônibus urbanos. O Ministério Público Eleitoral informou, porém, que essa diminuição não foi confirmada. Portanto, não é correto afirmar, com os dados disponíveis, que houve corte deliberado no transporte coletivo da capital.

O balanço registra ainda que, em Paripueira, um ônibus sem credenciamento da Justiça Eleitoral foi flagrado transportando eleitores. O motorista foi conduzido à delegacia para registro do flagrante e adoção das providências cabíveis. O caso ainda precisa esclarecer quem contratou o veículo, quantas pessoas foram transportadas e se houve finalidade de beneficiar alguma candidatura.

A fiscalização estadual foi coordenada pelo procurador regional eleitoral Marcial Coelho e mobilizou 90 promotores eleitorais, além de forças de segurança e órgãos de fiscalização.