Filho de Alfredo Gaspar doa serviço à campanha; apoio identificado em Alagoas soma R$ 76 mil
Dados do TSE registram trabalho de articulação regional e materiais fornecidos pelo diretório estadual do PL à chapa presidencial
O advogado Carlos Alberto Pinheiro de Mendonça Neto, filho do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar, realizou uma doação estimada em R$ 27 mil à campanha de Flávio Bolsonaro. O registro aparece na base aberta de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral.
A contribuição não foi feita em dinheiro. Segundo a descrição apresentada à Justiça Eleitoral, Carlos prestou “assessoria de agendas para a Região Nordeste”. O serviço foi registrado em 17 de agosto como doação estimável de pessoa física, sob o recibo 000220100000BR000001E.
Carlos Alberto já ocupou cargos públicos em Alagoas, incluindo a presidência da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas, e é filho de Alfredo Gaspar.
A base do TSE também apresenta três contribuições estimáveis do diretório estadual do Partido Liberal em Alagoas, todas registradas em 14 de outubro:
- R$ 41.181 em adesivos horizontais de três metros por um metro com os nomes de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar;
- R$ 4.720 em adesivos de dez centímetros, as chamadas “praguinhas”, da chapa;
- R$ 3.340 em santinhos de Flávio Bolsonaro.
As três contribuições partidárias somam R$ 49.241. Acrescentado o serviço prestado por Carlos Alberto, o apoio de origem alagoana identificado nos registros alcança R$ 76.241.
Os dados constam no arquivo nacional de receitas de candidaturas, gerado pelo TSE em 20 de outubro. A base oficial pode ser consultada no Portal de Dados Abertos da Justiça Eleitoral.
O levantamento não deve ser interpretado como lista completa de todos os doadores alagoanos. Em parte dos registros de pessoas físicas, os campos de município e unidade da Federação do doador aparecem sem preenchimento, o que impede a identificação segura de outros vínculos exclusivamente pelo endereço.
Também é necessário distinguir as origens: Carlos Alberto aparece como doador pessoa física, enquanto os R$ 49.241 restantes correspondem ao fornecimento de materiais pelo diretório estadual do PL. Nenhum desses registros representa, isoladamente, indício de irregularidade; todos permanecem sujeitos à conferência e ao julgamento posterior das contas pela Justiça Eleitoral.