ELEIÇÕES

Milionários turbinam chapa Flávio–Alfredo com R$ 20,3 milhões no segundo turno

Doações privadas recebidas em 12 dias quase triplicam todo o valor arrecadado pela campanha no primeiro turno

Por Redação Publicado em 21/10/2026 às 07:59
Elói Vitório Marchett maior doador da campanha bolsonarista nos últimos 15 dias; R$2 mihões

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar recebeu R$ 20,3 milhões em doações privadas entre os dias 5 e 16 de outubro, período correspondente ao início do segundo turno. O montante é quase três vezes superior aos R$ 7,5 milhões arrecadados dessa forma durante todo o primeiro turno.


Os dados foram extraídos do DivulgaCandContas às 15h desta terça-feira (20) e consideram receitas declaradas até 16 de outubro. Somente entre os dias 13 e 16, a campanha informou ter recebido R$ 17,5 milhões — 85,6% de todas as contribuições privadas contabilizadas no segundo turno até aquele momento.


O maior doador individual foi Elói Vitório Marchett, empresário ligado ao agronegócio em Mato Grosso, com R$ 2 milhões. Nelson José Vigolo, do Grupo Bom Jesus Agropecuária, aparece com R$ 1,1 milhão.


Também doaram R$ 1 milhão cada o empresário Alexandre Grendene; Angela Cristina Cattozatto Fortunato; e Carlos André Andrioni Salgueiro Lourenço, ligado ao setor de construção e infraestrutura.


Ao todo, 17 apoiadores fizeram contribuições individuais de pelo menos R$ 500 mil. Juntos, eles repassaram R$ 12,9 milhões à campanha.


A diferença em relação à arrecadação privada de Lula é expressiva. No mesmo período, a campanha do petista declarou R$ 772,5 mil — sendo R$ 678,9 mil obtidos por financiamento coletivo e aproximadamente R$ 94 mil em doações diretas. O valor captado por Flávio foi cerca de 26 vezes maior.


Quando entram na conta os recursos públicos e partidários, Lula havia declarado receita total de R$ 118,4 milhões, enquanto Flávio registrava R$ 95,5 milhões. O PT repassou R$ 115 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha à candidatura de Lula. Flávio recebeu R$ 47 milhões do fundo eleitoral, R$ 13,7 milhões do Fundo Partidário e R$ 7 milhões de outras fontes partidárias.


Os valores ainda podem sofrer atualizações, retificações ou inclusão de receitas registradas posteriormente. Doações elevadas não configuram, por si só, irregularidade. A legislação permite que pessoas físicas contribuam com até 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior à eleição, cabendo à Justiça Eleitoral verificar o cumprimento do limite durante a análise das contas.