"Votar em Lula é votar na democracia": Thales Bretas explica voto e critica gestão de Bolsonaro na pandemia
Viúvo do humorista Paulo Gustavo relembrou a angústia na UTI, apontou a negligência na compra de vacinas e defendeu o apoio ao governo pelo foco nas políticas para minorias e na ciência
O médico dermatologista Thales Bretas, viúvo do humorista Paulo Gustavo, declarou seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva e criticou abertamente a condução da pandemia de covid-19 durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em depoimento marcante, o profissional de saúde conectou a escolha política à necessidade de defesa da ciência, da democracia e da inclusão social no país.
Ao justificar seu posicionamento, Thales ressaltou o papel histórico de governos progressistas na atenção às populações mais vulneráveis e no desenvolvimento social integrativo.
"Acho que o Lula e o PT querem cuidar do país para que ele cresça. É o governo que mais pensa no país como um todo. Grandes políticas voltadas para as minorias foram desenvolvidas e esse trabalho precisa continuar no rumo certo. Para mim, votar no Lula é votar na democracia", declarou o médico.
Memória da pandemia e críticas à negligência
Além de abordar as razões para seu voto, Thales relembrou o período doloroso em que acompanhou Paulo Gustavo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O ator faleceu em maio de 2021, após mais de 50 dias internado devido a complicações do coronavírus. Para o médico, a tragédia pessoal e coletiva enfrentada pelo Brasil foi agravada pelo atraso na negociação e compra de imunizantes.
"Milhares de pessoas poderiam ter se vacinado e evitado pegar a doença e morrer. Eu vivi da forma pior possível. Como marido do Paulo, fiquei com ele em uma UTI de covid, vivendo os piores dias da minha vida. Um cara jovem, saudável, que era muito importante para o nosso país e que passou por aquilo talvez sem necessidade. Se tivesse recebido a vacina antes, talvez não tivesse contraído ou não tivesse sido tão grave", desabafou.
A manifestação reforça o debate sobre o impacto humano da pandemia no Brasil, enfatizando a relevância de uma governança comprometida com a saúde pública, com o respeito às evidências científicas e com o amparo às famílias atingidas pela tragédia sanitária.