POLÍTICA

Fachin diz à PF que menções no caso Master devem ser enviadas sem exceção

Presidente do STF destaca que investigação sobre ministros depende de autorização do plenário.

Por Estadao Conteudo Publicado em 13/10/2026 às 20:07
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal © ANSA/EPA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, comunicou ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que a investigação de ministros da Corte requer autorização do plenário. Por outro lado, enfatizou que a PF deve encaminhar ao Supremo todas as menções encontradas, "sem exceção" e "em caráter estritamente descritivo". As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 13, pela assessoria de comunicação dos dois órgãos, após a reunião de Fachin e Rodrigues na Presidência do STF.

"Uma vez apresentados os elementos necessários, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ouvida a Procuradoria-Geral da República (PGR), pode deliberar", diz a nota.

A reunião foi agendada para discutir as menções de ministros da Corte nas conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e nas investigações sobre o Banco Master. A reunião teve uma duração de aproximadamente 1h30.

Além disso, de acordo com a nota, Fachin afirmou na reunião que aguarda o parecer da PGR antes de prosseguir com os encaminhamentos sobre a ação que trata de supostas irregularidades na condução do caso Master pelo relator, André Mendonça. "A Presidência registrou que aguarda pronunciamento da Procuradoria-Geral da República na PET 16704 para o fim de levar a efeito os encaminhamentos devidos, inclusive com relação a pedidos a serem analisados."

A nota também informa que Fachin solicitou celeridade da PF para analisar as pendências do inquérito das fake news, que está aberto há mais de sete anos - cujo arquivamento foi prometido pelo presidente do Supremo.

"O presidente solicitou celeridade da Polícia Federal para o fim de examinar e decidir a conclusão do Inquérito 4781, tendo a Polícia Federal adiantado que analisará as eventuais diligências pendentes", diz a nota.