REDES SOCIAIS

Edinho Silva defende liberdade de organização social nas redes

Presidente do PT pede ao TSE que não coíba manifestações por parte da sociedade em plataformas digitais.

Por Estadao Conteudo Publicado em 13/10/2026 às 19:08
Edinho Silva Evandro Macedo / LIDE

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que solicitou aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a Corte não imponha "nenhuma forma de cerceamento à organização nas redes sociais". "Eu disse aos ministros que a sociedade hoje se organiza fisicamente e se organiza também nas redes sociais, então nós não podemos coibir, proibir que a sociedade manifeste", afirmou nesta terça-feira, 13, após reunião das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e outros ministros.

"Nós queremos que quem publique fake news seja punido perante a legislação. Uma coisa é você punir fake news, outra coisa é você impedir, coibir que a sociedade se organize por meio das redes sociais", declarou Edinho.

A reunião ocorreu após a controvérsia envolvendo o canal de WhatsApp "Exército do Lula". O grupo, que conta com cerca de 4,3 milhões de seguidores, foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores de Lula.

No último domingo, 11, o grupo foi suspenso por decisão de Nunes Marques e liberado em seguida por ordem do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Nesta terça, Nunes Marques suspendeu a decisão do corregedor e ajustou sua determinação inicial, fixando prazo de 48h para que o PT registre o canal de WhatsApp entre os meios oficiais da campanha.

Participaram ainda da reunião os ministros do TSE André Mendonça, Marco Aurélio Bellizze e Estela Aranha, o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), e o ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, além de membros da equipe jurídica das duas campanhas.