POLÍTICA

Flávio Bolsonaro se reúne com partidos e apresenta propostas durante campanha

Candidato do PL se compromete a participar dos debates e critica propostas do governo atual.

Por Estadao Conteudo Publicado em 06/10/2026 às 13:23
Flávio Bolsonaro Reprodução / Instagram

O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que agradeceu a Romeu Zema (Novo) pelo apoio no segundo turno e confirmou uma reunião nesta quarta-feira, 07, com a bancada do partido Novo que foi eleita. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 6, Bolsonaro disse que esteve com representantes do Republicanos e do Podemos, que devem consultar suas bancadas sobre um eventual apoio na disputa.

"Quero agradecer em público aqui mais uma vez o Romeu Zema, que declarou ontem apoio à nossa candidatura. Vamos estar com os representantes eleitos também do partido Novo amanhã", afirmou Flávio.

O candidato também esteve, na manhã desta terça-feira, com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e outros líderes. "Conversamos já tanto com os Republicanos quanto com o Podemos na primeira conversa. Eles vão voltar para suas bancadas para tomarem alguma decisão em conjunto", completou.

PEC da 6x1

Bolsonaro garantiu que possui uma proposta "infinitamente melhor" do que a PEC do fim da escala de trabalho 6 por 1, que está em discussão no Senado. "Tenho uma proposta que dá liberdade ao trabalhador de escolher sua carga horária", disse o candidato durante a coletiva de imprensa em Brasília.

Ele detalhou que muitas mães precisam cuidar de filhos e não conseguem trabalhar em jornada de 8 horas, propondo que elas possam ter um voucher para vagas em creches privadas, caso não consigam vagas em creches públicas, além de ter a liberdade de estabelecer sua jornada de trabalho, como por exemplo, quatro horas por dia.

O filiacao do ex-presidente Jair Bolsonaro reiterou que o foco de sua proposta é prestar liberdade aos empregados. "Quem quer trabalhar mais, pode trabalhar mais. Quem não consegue, tem o direito de priorizar outras atividades na vida", analisou.

Ele também criticou a proposta atual, considerando-a oportunista e mencionando que o governo federal não se preocupou com isso durante quatro anos. "Agora, no meio do segundo turno, ele (Lula) quer fazer um movimento achando que isso vai trazer votos", afirmou.

Ainda em sua fala sobre propostas, Flávio mencionou a intenção de reduzir a carga tributária na folha de pagamento. "Vou fazer 'tesouraço' para reduzir impostos e burocracia", garantiu.

Debates no 2º turno

Flávio Bolsonaro se comprometeu a participar dos debates do segundo turno. Ele ressaltou que a posição de autoridades internacionais demonstra o isolamento de seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sobre o debate, ele declarou: "Eu já queria ter participado no primeiro turno de debates com o Lula. Vou participar, considero importante", afirmando sua confiança em um confronto de governo.

Bolsonaro fez uma campanha propositiva no primeiro turno e enfatizou que a transformação do Brasil envolve a política. Com relação ao número elevado de abstenções no último domingo, que chegou a 33 milhões, disse que "cada eleitor tem suas razões para não votar, e há um projeto de futuro para o Brasil".

Trump

Ao ser questionado sobre a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que se disse surpreso com o resultado do primeiro turno, Flávio afirmou que não apenas Trump, mas outros líderes mundiais, têm mostrado que Lula está isolado. "O atual presidente está isolado", reforçou.

Bolsonaro finalizou levantando questões sobre a atratividade do Brasil para investimentos estrangeiros devido à alta carga tributária e insegurança jurídica.