LOGÍSTICA

Tomé Franca participa da abertura do Sul Export 2026 e apresenta ações para infraestrutura da região

Ministro aborda iniciativas em portos, aeroportos e hidrovias para ampliar a capacidade logística, a conectividade e a segurança nos três estados

Por Ascom / Mpor Publicado em 17/09/2026 às 15:10
Durante a abertura do Sul Export 2026, ministro destacou investimentos e iniciativas do Governo Federal em portos, aeroportos e hidrovias dos três estados da região Sul. Vosmar Rosa/MPor

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou nesta quinta-feira (17), em Foz do Iguaçu (PR), da abertura do Sul Export 2026, evento que reúne representantes dos setores público e privado para discutir infraestrutura, logística e desenvolvimento da região Sul. Durante o encontro, o ministro apresentou um panorama das ações do Governo Federal nos setores portuário, hidroviário e aeroportuário e destacou medidas para ampliar a eficiência e a integração da infraestrutura de transportes.
 

Durante sua fala, na abertura do evento, Tomé Franca destacou a importância do diálogo com o setor privado para orientar a atuação do poder público. “Não podemos correr o risco de fazer uma alocação inadequada de recursos públicos e, portanto, essa discussão, essa parceria com o Brasil Export e também com outras associações e movimentos da infraestrutura são fundamentais para que nós possamos acertar durante o período em que estamos à frente de posições importantes no país”, afirmou.
 

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formam uma das principais bases produtivas do país, com forte participação na agropecuária, na indústria, no comércio exterior e no turismo. Nesse cenário, portos, aeroportos e hidrovias têm papel importante no deslocamento de cargas e passageiros e na conexão da região com outras partes do Brasil e com o mercado internacional.
 

Debates sobre infraestrutura
 

O Sul Export 2026 reúne, ao longo do primeiro dia, debates sobre diferentes aspectos da infraestrutura e da logística da região. A programação inclui discussões sobre segurança da navegação, eólicas offshore (em alto-mar), concessões de hidrovias e serviços portuários, demandas do setor produtivo, multimodalidade, conectividade dos transportes, sustentabilidade e cadeia de suprimentos do setor naval.
 

O Ministério de Portos e Aeroportos também participou da programação técnica. O diretor do Departamento de Navegação e Fomento, Daniel Aldigueri, integrou o painel “Desafios para o desenvolvimento e concessão de hidrovias e serviços nos portos da região Sul”, que tratou de experiências de concessões, modelos para atração de capital privado, resiliência climática, dragagem e manutenção de calados.
 

O encontro também discutiu os desafios enfrentados pelo setor produtivo para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da região, além da articulação entre diferentes modais de transporte e a formação de corredores logísticos integrados.
 

Ações na região Sul
 

Entre as ações apresentadas por Tomé Franca estão iniciativas para recuperação das condições de navegação das hidrovias gaúchas, modernização dos portos e ampliação da segurança da navegação. No Rio Taquari, estão em andamento serviços de dragagem de manutenção e sinalização náutica, enquanto as barragens-eclusas de Amarópolis, Anel de Dom Marco e Bom Retiro do Sul passam por ações de operação e manutenção.
 

No Porto do Rio Grande, o Governo Federal atua na modernização da infraestrutura e na implantação do sistema VTS (Vessel Traffic Service), que amplia o monitoramento da movimentação de embarcações e contribui para a segurança da navegação. As ações também estão relacionadas à retomada da navegação em trechos afetados pelas enchentes de 2024. A proposta de concessão do Sistema Aquaviário Integrado do Sul e Lagoa Mirim (SAIP Sul-Mirim) integra a agenda de busca por maior previsibilidade e continuidade para a navegação na região.
 

“Sobre o setor hidroviário e de navegação, aqui na região temos um percentual alto de projetos já aprovados por meio do Fundo da Marinha Mercante. Muitos deles voltados para a construção e requalificação de embarcações, mas também projetos no setor portuário. Portanto, uma carteira de projetos importantes, e nós vamos seguir com esse caminho de realizações no Ministério de Portos e Aeroportos”, afirmou o ministro.
 

Na aviação regional, o Ministério atua em frentes como segurança operacional, regularidade dos voos, conforto dos passageiros e integração do território. Entre os exemplos estão a instalação do sistema de pouso por instrumentos (ILS) no Aeroporto de Maringá (PR), melhorias nos aeroportos de Joaçaba, Lages e Caçador, em Santa Catarina, e intervenções nos aeroportos de Passo Fundo e Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.
 

Em Foz do Iguaçu, que sedia o Sul Export 2026, o aeroporto integra a malha concedida e passou por intervenções de infraestrutura.
 

Sobre o setor de aviação, Tomé Franca destacou os avanços alcançados pela política de concessões aeroportuárias e os efeitos desse processo na modernização dos terminais, inclusive na região Sul. “Os estudos começaram com o Plano Nacional de Aviação Civil, que apontava para a necessidade de modernização das infraestruturas aeroportuárias. E o que nós observamos é que, após 15 anos, comemorados no último dia 22 de agosto, nós tivemos um grande avanço, uma elevação do nível de serviço, uma elevação do patamar de infraestrutura dos nossos aeroportos através das concessões que foram realizadas nos últimos anos. Hoje nós temos 72 ativos geridos através de contratos de concessão com a União. E aqui na região Sul também, com benefícios nos aeroportos das capitais dos três estados, mas também em diversos aeroportos regionais”, afirmou.
 

Já no setor portuário, a agenda do MPor inclui ações de modernização da infraestrutura, segurança da navegação e ampliação da capacidade logística. No Rio Grande do Sul, estão em andamento intervenções no Porto do Rio Grande e ações para recuperar a capacidade das hidrovias. Em Santa Catarina, a agenda inclui melhorias relacionadas à segurança da navegação, aos acessos e à infraestrutura dos complexos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul.
 

No Paraná, a modernização do complexo de Paranaguá inclui a implantação do Cais Leste, conhecido como Moegão, voltado à ampliação da capacidade de recepção e distribuição de cargas.