POLÍTICA

José Guimarães avalia resultado do STF e mira em Flávio Bolsonaro

Ministro petista considera positivo o adiamento do julgamento sobre Alexandre de Moraes.

Por Estadao Conteudo Publicado em 16/09/2026 às 16:01
José Guimarães Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que o adiamento do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes foi positivo, classificando o resultado como um retorno ao estado inicial da disputa.

"O resultado de ontem, terça-feira, no STF foi bom, o jogo agora volta ao zero. O foco da campanha do PT agora é desconstruir a imagem do Flávio Bolsonaro", declarou Guimarães ao Broadcast Político.

Quando questionado sobre se o adiamento do julgamento afetaria negativamente a discussão eleitoral, Guimarães respondeu que não. Ele acredita que, até outubro, as conversas se concentrarão em assuntos ligados às eleições, o que permitirá ao PT trabalhar para aumentar a rejeição a Flávio.

O ministro também se absteve de comentar a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, na quarta-feira, 16, onde Lula reconheceu a importância de Moraes na defesa da democracia em 2022.

"Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia. Ele foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição em que eu ganhei e sabe da tentativa que o Bolsonaro fez de destruir a credibilidade da urna eletrônica", afirmou Lula.

Guimarães evitou afirmar se as declarações de Lula reforçam a proximidade entre ele e Moraes, reiterando que a campanha se centrará em temas além da crise do STF.

O STF adiou, na terça-feira, 15, a discussão sobre o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes. O julgamento foi prorrogado durante a análise de questões preliminares. O ministro Gilmar Mendes defendeu que a petição contra Moraes fosse analisada junto a um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça. Dois ministros, além de Gilmar, concordaram com essa posição. Outros quatro votaram para que os julgamentos permanecessem separados. O ministro Flávio Dino pediu vista, ou seja, mais tempo para estudar o caso, adiando o julgamento por até 90 dias.