Poder360 de Brasília revela aplicação de R$ 97 milhões do Iprev de Maceió no Banco Master
Segundo publicação, recursos foram investidos em duas operações durante a gestão de JHC; Polícia Federal apura possíveis irregularidades
O Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) aplicou R$ 97 milhões no Banco Master entre dezembro de 2023 e maio de 2024, durante a gestão do então prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PSDB). As informações foram divulgadas pelo Poder360, com base em documentos da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura possíveis irregularidades nas operações.
De acordo com a publicação, o valor foi dividido em duas aplicações. A primeira, de R$ 80 milhões, foi realizada em 6 de dezembro de 2023. A segunda, no valor de R$ 17 milhões, ocorreu em 13 de maio de 2024.
Os recursos previdenciários foram utilizados para a compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master. A Polícia Federal investiga as circunstâncias das operações e os procedimentos adotados para a aplicação do dinheiro do instituto.
A apuração busca esclarecer, entre outros pontos, como os investimentos foram autorizados, quais critérios foram utilizados para a escolha da instituição financeira e se os procedimentos adotados estavam de acordo com as normas aplicáveis aos recursos dos servidores públicos.
As aplicações são analisadas no contexto de uma investigação mais ampla da Polícia Federal sobre operações envolvendo recursos de regimes próprios de previdência. Os investigadores examinam documentos e informações relacionadas às movimentações financeiras realizadas pelo Iprev.
A utilização de recursos previdenciários em investimentos deve seguir critérios técnicos e regras específicas, justamente para preservar o patrimônio destinado ao pagamento das aposentadorias e demais benefícios dos servidores.
O caso ganhou repercussão após a publicação do Poder360, que revelou os valores e as datas das duas operações com base nos documentos obtidos no âmbito da investigação federal.
É importante destacar que a investigação ainda está em andamento e que as suspeitas apontadas pela Polícia Federal precisam ser esclarecidas. A existência de uma apuração não significa, por si só, que tenha havido crime ou que qualquer pessoa tenha sido responsabilizada.
A investigação deverá esclarecer quem participou da decisão de realizar os investimentos, quais análises precederam as aplicações e se houve irregularidades na destinação dos R$ 97 milhões do Iprev.