POLÍTICA

Defesa de produtora de Dark Horse vê decisão de Dino como positiva

Ministro do STF levantou sigilo da investigação sobre irregularidades em emendas parlamentares

Por Estadao Conteudo Publicado em 13/09/2026 às 13:54
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A defesa de Karina Gama, dona da Go Up, produtora do filme Dark Horse, afirmou neste domingo, 13, que considera positiva a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de levantar o sigilo da investigação sobre irregularidades no uso de emendas parlamentares para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O advogado Ricardo Sayeg, em nota à imprensa, declarou: "A defesa da Sra. Karina Gama recebe com absoluto respeito e considera positiva a decisão do Ministro Flávio Dino de levantar o sigilo sobre os elementos da investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo envolvendo o Instituto Conhecer Brasil e contrato celebrado com a Prefeitura de São Paulo. A transparência interessa à Justiça, à sociedade e, sobretudo, à própria defesa".

A defesa ressaltou ainda que "quem já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentação não teme transparência" e destacou que a produtora nega ter cometido atos ilícitos.

Segundo a nota, "a defesa confia que a plena exposição dos fatos demonstrará que a Sra. Karina Gama não pode ser transformada em culpada pela intensa efervescência da vida nacional, em um momento de extraordinária agitação e movimentação política. Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos, condenação e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal".

Por fim, Sayeg afirmou que Karina "continuará colaborando com as autoridades competentes e exercendo, com serenidade, seu direito constitucional de defesa, convicta de que a verdade dos fatos prevalecerá".

Na decisão, Dino retirou o sigilo da investigação sobre Dark Horse enviada pela Justiça de São Paulo ao Supremo. Com a medida, foram tornados públicos documentos, dados e outros elementos apreendidos pela Polícia Civil paulista em uma apuração que envolve a produtora do longa sobre Bolsonaro e suspeitas de desvio de recursos públicos, inclusive de emendas parlamentares.

O ministro determinou que todo o material recebido da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens de São Paulo passe a tramitar publicamente no STF. Também ordenou que celulares, computadores, documentos e o conteúdo bruto extraído dos aparelhos apreendidos pela Polícia Civil sejam entregues à Polícia Federal.