Datafolha: 76% consideram poderes do STF excessivos; maioria mantém voto
Pesquisa revela que 71% dos brasileiros veem Supremo como essencial para a democracia.
Para 76% dos brasileiros, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) possuem poderes excessivos, mostra pesquisa Datafolha. O levantamento ouviu 2002 eleitores de 125 cidades entre terça-feira, 8, e quinta-feira, 10, em meio a maior crise institucional da história da Corte e seus desdobramentos, que ainda estão vindo à tona.
Outros 18% dos entrevistados disseram discordar que os ministros tenham poderes demais no País. Já 3% afirmaram não concordar nem discordar da frase, enquanto outros 4% não souberam responder.
A mesma pesquisa constatou, porém, que 71% dos eleitores avaliam o Supremo como essencial para a democracia. Para 77% dos eleitores, contudo, a população acredita menos na Corte hoje do que no passado.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01833/2026.
Mudança de voto
O levantamento do Datafolha também revelou que a maioria dos eleitores do País não mudou ou não irá mudar seu voto nas eleições presidenciais após os recentes escândalos envolvendo ministros do Supremo.
Questionados sobre se a revelação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, poderia mudar a escolha para presidente, 85% responderam que não. Outros 7% disseram que não mudaram a escolha, mas deixaram dúvida sobre em quem votar para presidente. Apenas 4% disseram que as revelações contra Moraes fizeram mudar o voto, mesma proporção daqueles que não souberam responder à pergunta.
O Datafolha também questionou os eleitores sobre o impacto do pedido de investigação contra outro ministro da Corte, André Mendonça, por supostos vazamentos seletivos das investigações sobre o Master. Para 86% dos respondentes, o pedido de investigação não alterou ou irá alterar o voto. Outros 7% afirmaram que o episódio não mudou a preferência eleitoral, mas deixou dúvida sobre em quem votar, enquanto apenas 2% disseram que mudaram de voto. Outros 4% não souberam responder.