Cury sugere reforma no presidencialismo com a introdução de primeiro-ministro
Candidato defende que mudanças na estrutura de poder devem ser debatidas imediatamente em um novo governo.
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu nesta quarta-feira, 9, uma mudança no sistema presidencialista brasileiro e a criação da figura de um primeiro-ministro. Segundo ele, a alteração deveria começar a ser discutida no Congresso já na primeira semana de um eventual governo.
Após reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Cury afirmou que o presidencialismo contribui para problemas de desenvolvimento na América Latina e concentra decisões em presidentes que, na avaliação dele, muitas vezes não têm experiência nos setores sobre os quais precisam decidir.
"Um presidente que nunca plantou uma horta quer definir o futuro da agricultura, que não colocou o seu dinheiro em risco quer definir o futuro do comércio ou o futuro da indústria? Não está certo isso", afirmou.
Cury disse ainda que o presidencialismo "flerta" com populismo, autoritarismo e permanência prolongada no poder. "O presidencialismo flerta também com o quê? Com o populismo, flerta com autoritarismo e com a auto perpetuação no poder", declarou.
Na proposta apresentada pelo candidato, o presidente teria uma função mais estratégica, com atuação sobretudo em política externa, enquanto o primeiro-ministro teria perfil voltado à gestão econômica.
"Um presidente no estratégico, que tivesse capacidade para lidar com a política externa, e um primeiro-ministro que tivesse uma mente capitalista notável, com meritocracia, Estado enxuto, baixos impostos, um país mais empreendedor, mas com coração social", disse.
Segundo Cury, a mudança permitiria ao País entrar no que chamou de uma "era moderna".