POLÍTICA

Empresário de biodiesel se destaca em doações a Lula e Flávio Bolsonaro

Erasmo Battistella, CEO da Be8, contribuiu com R$ 500 mil para cada candidato à Presidência nas eleições de 2026.

Por Estadao Conteudo Publicado em 08/09/2026 às 19:10
Lula e Flávio Bolsonaro © Foto / Marcelo Camargo / Agência Brasil / Waldemir Barreto / Agência Senado

O empresário do setor de biodiesel Erasmo Battistella lidera as doações de campanha feitas por pessoas físicas aos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), conforme os dados registrados e divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com as informações do TSE, Battistella doou R$ 500 mil à campanha do senador Flávio Bolsonaro e a mesma quantia a Lula, que disputa a reeleição.

Battistella é CEO da Be8, maior produtora de biodiesel do País. Em nota, a assessoria do empresário informou que "as doações mencionadas foram realizadas como pessoa física, dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral brasileira". "O empresário reafirma o seu compromisso com as melhores práticas de governança, integridade e transparência", disse a nota.

O empresário gaúcho integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o chamado Conselhão. Como diretor do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Battistella participou e discursou como representante do setor, em junho de 2025, na cerimônia na qual o governo federal anunciou a elevação do porcentual mínimo de adição do biodiesel ao óleo diesel para 15% - patamar atual. Na ocasião, o empresário elogiou as medidas adotadas pelo governo Lula em relação à retomada do cronograma de elevação da mistura do biodiesel. "O governo está comprometido com a transição energética", afirmou se dirigindo a Lula.

A Be8, da qual Battistella é CEO e sócio fundador, é uma empresa de energia renovável, com sede em Passo Fundo (RS). Fundada em 2005 como BSBios, a companhia alcançou faturamento de R$ 10 bilhões em 2025. São seis unidades industriais no Brasil, uma no Paraguai e uma na Suíça. Hoje, os negócios são controlados pela holding ECB Group.