POLÍTICA

Caiado propõe mudanças no STF e defende nomeações femininas

Candidato à Presidência sugere indicação de quatro mulheres para o Supremo e critica comportamento de ministros.

Por Estadao Conteudo Publicado em 04/09/2026 às 19:56
Ronaldo Caiado © Sputnik / Guilherme Correia

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta sexta-feira, 4, que o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa de um "choque de realidade". Ele alegou que, caso venha a ser eleito, pretende indicar quatro mulheres para cargos de ministras que estarão vagos no próximo mandato.

Durante uma sabatina da Veja, Caiado destacou que, em um eventual governo, irá considerar sugestões para compor o STF. "Garanto que eu resgatarei a credibilidade do Supremo Tribunal Federal colocando quatro mulheres ali", declarou o presidenciável. Essa é a primeira vez que ele faz tal afirmação.

Críticas a Moraes

Na sabatina, Caiado disse que a atuação de cada ministro do STF "está deixando a desejar naquilo que é o rigor que se exige de comportamento". Ele criticou Alexandre de Moraes, defendendo seu afastamento por não ter agido como um magistrado da Corte, em referência ao relacionamento deste com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O presidenciável mencionou que o Brasil nunca presenciou "esse nível de escândalo" envolvendo um ministro do STF, e afirmou: "não podemos aqui responsabilizar outros poderes". Ele acrescentou que a Corte deveria ter afastado Moraes "até que ele realmente pudesse discutir essas provas todos".

Em relação à recente revelação de que Vorcaro alegou em proposta de delação que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022 foram um pagamento de propina, Caiado comentou: "os dados devem ser apresentados. É um processo que não pode ser achismo, tem que ser um processo fundamentado". Ele ressaltou que tanto Tarcísio quanto Kassab já negaram a informação.

Caiado também criticou seu adversário Flávio Bolsonaro (PL) e as recentes notícias sobre repasses de Vorcaro para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro, enfatizando que não se pode considerar a situação uma "página virada".