Haddad denuncia proteção a Flávio Bolsonaro em quebras de sigilo
Ex-ministro critica seletividade nas operações da Polícia Federal relacionadas ao escândalo do Banco Master.
O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou nesta quarta-feira, 2, o que considera ser "seletividade" nas quebras de sigilos das operações da Polícia Federal (PF) que envolvem o escândalo do Banco Master.
"Se é pra expor, expõe tudo, sem seletividade", disse Haddad em coletiva de imprensa na cidade de Santos, antes de um ato de campanha. O petista insinuou que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estaria sendo "preservado" por essa seletividade.
"Não consigo entender por que o processo do Flávio segue em sigilo. Nós vamos decidir o destino do Brasil dia 4 de outubro, e um dos envolvidos no escândalo do Banco Master é candidato a presidente. Ele está até o pescoço envolvido em todos os escândalos recentes e tem o seu sigilo mantido. Eu pergunto, por quê? Ele é melhor que os outros senadores ou que o ministro Supremo? Por que ele está sendo preservado? Até quando ele será protegido?", questionou.
As declarações de Haddad fazem coro ao posicionamento de parlamentares das federações Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e PSOL-Rede, que defenderam nesta quarta-feira que haja "isonomia" na publicidade de investigações do escândalo do Master que envolvam Flávio Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O grupo pede que o presidente do STF, Edson Fachin, leve ao plenário o levantamento do sigilo de três procedimentos sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os casos apuram aportes do banqueiro Daniel Vorcaro, intermediados por Flávio Bolsonaro.