POLÍTICA

Fleming exalta suplentes sem vínculos com oligarquias e desafia adversários

Publicado em 02/09/2026 às 14:14
Fleming exalta suplentes sem vínculos com oligarquias e desafia adversários

O candidato ao Senado por Alagoas Alexandre Fleming, da Unidade Popular (UP), publicou nas redes sociais um carrossel para apresentar sua primeira suplente, Liliane Pereira, e seu segundo suplente, Nivaldo Mota, além de explicar ao eleitorado como funciona a votação para o cargo.

Na eleição para o Senado, o voto é dado à chapa completa, formada pelo candidato titular e por dois suplentes. Por isso, as fotografias dos três integrantes aparecem na urna. Em caso de afastamento ou vacância, são os suplentes que podem assumir o mandato.

Fleming destacou a honra e o orgulho de contar com dois nomes diretamente ligados à educação, com trajetórias construídas no trabalho, no movimento sindical e nas lutas sociais.

Liliane Pereira é uma mulher negra, mãe de duas mulheres, merendeira há 26 anos, técnica em alimentação escolar, graduada e mestra em Geografia pela Universidade Federal de Alagoas. Sindicalista, atualmente preside o Sindicato dos Auxiliares Administrativos da Educação do Estado de Alagoas.

Nivaldo Mota é professor de História da rede privada de ensino, formado pela Ufal, e possui uma longa trajetória nos movimentos estudantil, sindical e trabalhista. Iniciou sua militância em 1981 e ocupou funções de direção em entidades como o Sinpro e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino.

Os dois chegaram à chapa por suas próprias trajetórias. Não são herdeiros políticos, não são filhos ou netos de políticos ligados aos coronéis da política alagoana e não pertencem às famílias tradicionais que transformam mandatos em patrimônio particular. Também não estão associados a escândalos nem compõem as oligarquias locais.

Fleming afirmou que é uma honra e um orgulho contar com Liliane e Mota. Segundo ele, são duas pessoas ligadas à educação, com história, trabalho e compromisso com a classe trabalhadora, que não herdaram sobrenomes, mandatos ou estruturas políticas. Conquistaram reconhecimento por suas próprias trajetórias e representam uma alternativa à velha política de Alagoas.

O candidato também desafiou seus adversários a apresentarem publicamente seus suplentes, suas biografias, seus vínculos políticos e os critérios utilizados para escolhê-los. Segundo Fleming, essas vagas não podem servir apenas para acomodar alianças familiares, conquistar apoios políticos ou atrair recursos financeiros, enquanto os nomes permanecem escondidos da população.

Fleming desafiou os demais candidatos ao Senado a apresentarem seus suplentes com a mesma transparência. Ele questionou quem são essas pessoas, qual é a história delas, o que defendem e quais interesses representam. Perguntou também se são trabalhadores com trajetórias próprias ou herdeiros, filhos e netos da velha política, afirmando que o eleitor tem o direito de saber quem poderá assumir o mandato.

Para Fleming, conhecer toda a composição da chapa é um direito do eleitor, especialmente porque os suplentes podem ocupar a cadeira no Senado durante o mandato.

Ele concluiu dizendo que Liliane Pereira e Nivaldo Mota não estão na chapa apenas para constar ou garantir algum tipo de apoio. Eles têm biografia, têm luta e estão preparados para representar o povo de Alagoas. Fleming disse esperar que os demais candidatos também mostrem quem está ao lado deles e quem poderá assumir o mandato.

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