Lenilda Luna defende controle social da economia e fim de terceirizações no setor público
Candidata do partido Unidade Popular apresentou propostas de estatização, reforma agrária e desmilitarização da polícia durante sabatina na TV Gazeta
A candidata ao Governo de Alagoas pela Unidade Popular (UP), Lenilda Luna, detalhou as diretrizes de sua campanha nesta quarta-feira (2), durante sabatina transmitida pela TV Gazeta. Com uma plataforma fundamentada na defesa do socialismo e na reorganização do Estado, a postulante enfatizou a importância do fortalecimento da participação popular nas decisões políticas e econômicas, além da garantia dos direitos previstos na Constituição Federal.
No campo econômico, a representante da UP destacou como pilar central a adoção da planificação econômica. Como justificativa para a intervenção e controle social sobre setores estratégicos, Lenilda citou os impactos da exploração de sal-gema em Maceió. O plano de governo também prevê o fomento produtivo com a criação do Banco de Desenvolvimento Popular de Alagoas e o estímulo ao modelo cooperativista.
A reestruturação dos serviços públicos é outro ponto chave da candidatura. A postulante defende a estatização progressiva de áreas essenciais, como água e saneamento básico, posicionando-se contra concessionárias e privatizações. Na área da saúde, a proposta prevê a rescisão gradual de contratos com Organizações Sociais (OSs), fundações privadas e empresas terceirizadas, devolvendo a gestão direta dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ao administração estadual por meio de concursos públicos.
Entre as medidas direcionadas ao meio rural, a candidata propõe a expropriação, sem direito a indenização, de terras pertencentes a usinas com débitos acumulados ou flagradas no emprego de trabalho em condições análogas às de escravo, destinando as áreas para a reforma agrária.
Na área de segurança pública, Lenilda defendeu a abertura do debate sobre a desmilitarização da Polícia Militar, com foco em uma formação voltada à segurança cidadã e ao respeito aos movimentos sociais. Para financiar as propostas, a candidata indicou a necessidade de combater a sonegação fiscal, reavaliar incentivos concedidos e questionar os limites impostos pelo teto de gastos federal.