POLÍTICA

Flávio Bolsonaro propõe ajuste fiscal e 'tesouraço' em gastos

Candidato destaca necessidade de equilíbrio fiscal e novas receitas sem aumento de impostos em entrevista.

Por Estadao Conteudo Publicado em 30/08/2026 às 22:00
Flávio Bolsonaro e Gustavo Villatoro discutem segurança em São Paulo. © Sputnik Brasil / Guilherme Correia

O candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a defender um ajuste fiscal com 'tesouraço' de gastos públicos e aumento de receitas. A declaração foi feita em entrevista à Record, que foi ao ar neste domingo, 30.

O candidato afirmou que o problema fiscal do País é culpa do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele ressaltou que irá resolver a questão "equilibrando as contas, cortando gastos". Mencionou, ainda, um 'tesouraço' na burocracia, tesouraço nos impostos e corte em mais de mil atos normativos que sua equipe econômica já está preparando para fazer logo no primeiro dia de governo, a fim de facilitar a vida de quem deseja empreender.

Flávio afirmou que, se for eleito, também buscará novas receitas, sem aumento de impostos, e a redução das despesas para, assim, diminuir a taxa de juros.

Data centers e saúde

O candidato também expressou a intenção de manter um 'data center soberano para o Brasil'. Segundo ele, o País atualmente cria um ambiente hostil à entrada desse tipo de investimento. "Hoje o Brasil tem uma taxa de 25% para quem quiser trazer os data centers para dentro, enquanto em outros países essa taxa é zero, criando benefícios para atrair esses empreendimentos", disse.

Questionado sobre os problemas ambientais que data centers podem provocar, como o risco de esgotamento da água, Flávio afirmou que a solução técnica para o resfriamento dos data centers é a própria água. "Eu tenho certeza que se for um projeto bem feito, a própria água pode ser reutilizada", ressaltou.

Flávio também defendeu um 'padrão Einstein' no atendimento da saúde pública. Ele reafirmou que convidou o médico Claudio Lottenberg para ser ministro da Saúde em um possível governo. "Eu quero implementar no SUS o padrão Einstein de atendimento", apontou.

Jair Bolsonaro como ministro

O candidato do PL à Presidência da República esquivou-se de responder se convidará o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso domiciliarmente por tentativa de golpe de Estado, para ser ministro de seu eventual governo. Ao ser questionado duas vezes na TV Record, limitou-se a afirmar que nunca conversou com o pai sobre esse assunto.

"Como ministro, eu não sei. Nunca conversei com ele, se teria interesse. Como conselheiro, pelo menos. Até hoje eu ouço o presidente Bolsonaro. Cada passo que dou na minha vida, eu penso nele todos os segundos nessa campanha. Como eu gostaria que ele estivesse nas ruas junto comigo", disse Flávio, mencionando que a inclusão de Jair Bolsonaro em um possível cenário ministerial dependeria da vontade dele.

"Eu tenho o privilégio de ter dentro de casa um melhor quadro que o Brasil possa ter na política. Alguém que foi presidente da República, um cara competente, um patriota honesto. Ele vai ser sempre o meu conselheiro", declarou Flávio.