POLÍTICA

Renan Santos se defende de críticas a Janja: 'Se fosse discreta, não seria alvo'

Candidato à Presidência afirma não se arrepender das ofensas à primeira-dama em debate.

Por Estadao Conteudo Publicado em 25/08/2026 às 16:12
Renan Santos Reprodução / Instagram

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) disse nesta terça-feira, 25, que não se arrepende das ofensas dirigidas à primeira-dama Rosângela da Silva , a Janja , durante o debate promovido pela TV Bandeirantes em parceria com o Estadão e um pool de veículos.

"A Janja, se fosse uma primeira-dama discreta, que ficasse no papel institucional de-dama, não seria alvo de crítica de ninguém. Pessoalmente, não tenho nada contra a Janja", afirmou Renan. "Ela quer aparecer, quer falar? E não quer arcar com as consequências das ações dela? Tem que arcar. E fui muito respeitoso. Só disse que é uma pessoa perturbadora", acrescentou.

O candidato negou que tenha sido misógino em suas declarações, dizendo que, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou incomodado com suas falas sobre sua mulher, “ele que vai ao debate e faz a defesa” da primeira-dama.

Durante o debate, Renan criticou a ausência de Lula, afirmando que o presidente prefere ficar com "aquela Janja" ao invés de participar do encontro, e sugeriu que o petista poderia encontrar "companhias melhores".

A primeira-dama divulgou uma nota de repúdio ao ocorrido, classificando as declarações do candidato de “misóginas”. Segundo ela, a fala de Renan não configura uma crítica política, mas uma tentativa de "deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher" em um ataque político.

"Insinuar que a companhia da esposa de outro presidente seria motivo de 'pena' está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político", afirmou.

Apesar das polêmicas, Renan reafirmou sua posição após participar de um fórum com candidatos à Presidência e ao governo de São Paulo promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), onde apresentou suas propostas para o setor.

Ao final da coletiva, Renan provocou o filho de Lula, Fábio Luís da Silva , conhecido como Lulinha , para usar uma camiseta que questionava: "Cadê o dinheiro dos velhinhos?". O filho do presidente é investigado em quatro inquéritos, incluindo um sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Renan avaliou sua participação no debate da TV Bandeirantes como "muito boa", considerando-se o candidato que mais se destacou, afirmando: "Me tornei mais conhecido, apresentai propostas e mostrei indignação do brasileiro".

Sobre seus adversários, ele se declarou “respeitoso” com Augusto Cury , do Avante , e Ronaldo Caiado , do PSD , que participaram do debate. "Quem quer me vender como um cachorro louco está se dando muito mal. Caiado e Cury são pessoas honestas, mas temos discordâncias com relação ao programa, e temos que discuti-las como devem ser em uma democracia com pessoas honestas. Agora, Flávio e Lula estão envolvidos em escândalos de corrupção e têm que serem tratados como tal", destacou.

Durante o debate, Renan afirmou que os eleitores de Lula, salvo os beneficiários de programas sociais, são “canalhas”. Questionado sobre como pretende conquistar votos do petista e de Flávio Bolsonaro (PL), também alvo de suas críticas, Renan disse que pretende fazê-lo "falando a verdade" para os participantes, mesmo que isso cause ofensas.