Renan Santos critica emendas parlamentares e a atuação do Congresso
Candidato à Presidência defende fiscalização e sugere regulamentação para emendas.
O candidato à Presidência da República pela Missão, Renan Santos, defendeu a fiscalização das emendas parlamentares e disse que o "Congresso Nacional não se importa com projeto, com nenhum tema nacional, só se importa com emenda" . A declaração foi feita nesta terça-feira, 25, durante coletiva de imprensa no ABDIB Fórum Eleições 2026, em São Paulo.
“A indústria da corrupção e da compra de voto no Brasil, que faz com que o Brasil seja uma meia democracia, é baseada na roubalheira de emenda” , afirmou. Ele enfatizou que pretendia fiscalizar as emendas caso ganhasse as eleições, colocando um Procurador-Geral da República (PGR) independente. "Não vou acabar com a emenda, porque faz parte infelizmente da cultura da política brasileira" , disse, ao sugerir uma regulamentação e um novo formato para a política de emendas parlamentares.
O candidato também voltou a criticar a primeira-dama Janja da Silva, ao se referir a um episódio recente em que ela repudiou uma fala dele durante o debate da Band e do Estadão no domingo, 23, chamando-o de ato misógino. Durante o debate, enquanto criticava a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato citou a primeira-dama e afirmou que Lula teria ficado com “aquela Janja” e sugeriu que ele encontraria “companhias melhores” .
“Qualquer mulher pode entrar na política, pode fazer o que quiser, pode se manipular de corrupção ou envolvimento com o crime organizado, que se você fizer qualquer crítica, é misógino” , defendeu Santos, ao argumentar que ela é uma figura política e está sujeita a críticas.
Santos também voltou a criticar seus adversários e afirmou que Lula e Flávio Bolsonaro (PL) “estão envolvidos em esquemas de corrupção, e devem ser tratados como tal” . “Temos que tratar as pessoas da maneira como elas merecem ser tratadas” , concluiu.