DISPUTA JUDICIAL EM ALAGOAS

MDB pede impugnação da candidatura de Marina JHC ao Senado

Ação eleitoral aponta irregularidades na desincompatibilização de cargo no Cesmac e questiona promoção contínua em programas da Prefeitura de Maceió; defesa fala em "desespero de adversários"

Por Redação Publicado em 24/08/2026 às 16:05
MDB pede impugnação da candidatura de Marina JHC ao Senado Instagram

A corrida eleitoral ao Senado em Alagoas ganhou contornos judiciais. A coligação “Pra Alagoas Fazer História de Novo”, encabeçada pelo MDB, protocolou uma ação no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) contestando o registro da candidatura de Marina Candia (PSDB), conhecida publicamente como “Marina JHC”. O pedido de impugnação sustenta que a postulante descumpriu prazos legais de desincompatibilização e manteve presença ostensiva em ações governamentais do município de Maceió durante o período vedado pela legislação.

De acordo com o documento apresentado à Justiça Eleitoral, Marina tomou posse em 30 de março de 2026 como conselheira da Assembleia Geral da Fundação Educacional Jayme de Altavila (Fejal) — entidade mantenedora do Centro Universitário Cesmac. A acusação argumenta que a função possui atribuições administrativas diretas e, por essa razão, exigiria a renúncia ou afastamento definitivo com antecedência mínima de seis meses em relação ao pleito de outubro.

A coligação emedebista pondera que a candidata requereu apenas uma licença temporária em julho, com retorno previsto para o dia 5 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições. Para fundamentar a exigência do afastamento legal, o MDB destaca os vínculos financeiros e institucionais da Fejal com o setor público, citando convênios para concessão de bolsas de estudo em Medicina com a Prefeitura de Maceió e contratos de serviços educacionais firmados com o Instituto Federal de Alagoas (Ifal).

Atuação em programas municipais sob suspeita

Além da questão institucional ligada à Fejal, a peça jurídica reúne um conjunto de publicações de redes sociais que apontam a permanência de Marina JHC na apresentação, acompanhamento e divulgação de projetos públicos da capital alagoana. A candidata é frequentemente associada e identificada como idealizadora de iniciativas como Saúde da Gente, Banco da Mulher Empreendedora, Gigantinhos, Olhar da Gente, Casa do Autista e Hospital Pet.

O MDB aponta que tais atividades continuaram ocorrendo após as datas-limite fixadas pela legislação eleitoral para desincompatibilização — marcadas para 4 de abril e 4 de julho —, estendendo-se inclusive após a formalização do pedido de candidatura, em 15 de agosto. Diante do quadro, o partido pede que o tribunal reconheça a inelegibilidade e indefira o registro de Marina Candia.

O outro lado

Em nota oficial enviada à imprensa, a candidata rebateu as acusações e classificou a ação judicial como manobra política:

“A tentativa de retirar no tapetão Marina JHC da disputa pelo Senado mostra o desespero dos adversários do povo de Alagoas. A candidatura de Marina JHC representa a esperança de renovação no Senado Federal. Uma mulher, empreendedora, com projetos inovadores, sensibilidade e trabalho já aprovado. Um perfil que assusta os coronéis. Marina JHC está segura de sua candidatura e da vitória em 4 de outubro”, afirmou a nota.

O processo segue sob análise no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), que julgará se o histórico apurado configura

impedimento para a disputa das Eleições 2026.