TRANSPORTE

Haddad fala sobre tarifa zero no transporte e equilíbrio fiscal

Ex-ministro da Fazenda discute a viabilidade da tarifa zero e alternativas para a população durante sabatina.

Por Estadao Conteudo Publicado em 19/08/2026 às 15:44
Fernando Haddad Reprodução / Agência Brasil

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad , voltou a comentar nesta quarta-feira, 19, sobre um possível plano nacional para implementar a tarifa zero no transporte público do País. “Nós estamos estudando, no Ministério da Fazenda, uma forma de fazer com neutralidade, não é botando dentro do próprio setor o custo, como que a gente faria para viabilizar a tarifa zero”, disse, durante sabatina realizada pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico.

Haddad lembrou que, anteriormente, já foram feitas modificações nas modalidades de tarifa zero para a capital paulista. Ele destacou, porém, que se trata de um tema complexo, em razão da integração de modais, como o de ônibus e o transporte sob trilhos.

Em seguida, ele defendeu uma modalidade de tarifa zero para segmentos da população, como voltada para estudantes e idosos, colocada em prática sob sua gestão à frente da prefeitura. "Tem várias alternativas sendo estudadas nesse sentido", pontuável.

Durante a sabatina, Haddad também foi questionado sobre a situação fiscal de São Paulo e possíveis medidas de aumento de arrecadação ou corte de gastos. Nesse sentido, ele lembrou que, quando era ministro da Fazenda, recebeu pedido dos Estados reivindicando taxação de compras do exterior junto aos Correios, o que deu origem à chamada "taxa das blusinhas" no âmbito federal.

“Todos os secretários de Fazenda, inclusive o de São Paulo, pediram esse convênio, que foi feito com os Correios, para que essa remessa não entrasse como se fosse um presente”, disse Haddad, pontuando que o desgaste com a medida ficou apenas com o governo federal, ainda que os Estados também passaram a cobrar ICMS sobre essas mercadorias.

Apesar da devolução do governo Lula em cobrar sobre essas remessas de impostos federais, Haddad disse que não vê "nenhuma provisão" entre os governadores em permitir de cobrar os impostos estaduais nessas remessas.