Caiado critica complacência do PT com facções e fala em 'mexicanização' do Brasil
Durante evento em São Paulo, candidato do PSD à presidência comentou sobre segurança pública e proposta de governo.
O candidato do PSD à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse nesta segunda-feira, 17, que o PT foi complacente com o avanço das facções criminosas no Brasil e que o País passa hoje por um processo de ‘mexicanização’ .
A declaração foi feita por Caiado durante a participação no evento 'Ciclo Brasil de Ideias - Especiais Eleições' , promovido pelo Grupo Voto, na capital paulista.
Ele atuou ao lado de seu candidato a vice na chapa e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. 'O PT sempre foi muito complacente com o narcotráfico' , disse Caiado. 'O Brasil chegou a essa situação com conivência com a extensão do crime no País. Essa é a verdade' , complementou.
Conforme Caiado, o grande risco à frente é também o Estado brasileiro se tornar 'a grande lavanderia' do narcotráfico, dado o espaço que as facções vêm tendo dentro da máquina do governo. 'O Brasil não caminha para uma venezuelização. O Brasil caminha para uma mexicanização' . Esse é o sistema que o Brasil está avançando. É um sistema onde eles o crime não contestam a regra de um pleito eleitoral. Eles não discutem. Eles não querem sair do processo democrático por eleições livres. Eles não contestam. Eles ganham dentro, disse.
Ao comentar sobre propostas para sanar a segurança pública no País, Caiado citou a necessidade de investimento em inteligência, integração entre os Estados e parcerias com países que fazem fronteira com o Brasil. Nesse sentido, o ex-governador de Goiás voltou a mencionar o nome do promotor Lincoln Gakyia como possível nome para um futuro ministério da Segurança Pública.
No início de sua fala, Caiado elogiou Kassab por ter escolhido um candidato de fórum da atual polarização entre petistas e bolsonaristas. Segundo Caiado, qualquer nome que esteja dentro dessa 'bolha' hoje não é capaz de avançar nas conversas de temas importantes ao País no Congresso Nacional.
O ex-governador de Goiás também disse que não é possível governar o Brasil apenas brigando com outros poderes. 'Se governa tendo autoridade moral para sentar com os poderes, conversar e definir prioridades' , destacou.