POLÍTICA

“Energia sozinha não resolve”: Renato defende indústria e mais empregos

Ex-prefeito defende combinar energia competitiva com infraestrutura, qualificação profissional e atração de investimentos

Por Assessoria Publicado em 14/08/2026 às 18:03
Renato Filho (MDB)

“Energia sozinha não resolve.” A afirmação é de Renato Filho (MDB), que defende uma estratégia para transformar a disponibilidade energética de Alagoas em novas indústrias, empregos, tecnologia e renda. Para o ex-prefeito do Pilar e candidato a deputado federal, produzir energia competitiva é apenas uma parte do caminho para que o estado consiga aproveitar economicamente o novo cenário da transição energética.

“Precisamos combinar energia competitiva com infraestrutura, logística, segurança jurídica, educação profissional e capacidade de atrair investimentos. É essa combinação que pode transformar uma vantagem natural em desenvolvimento econômico”, ressalta Renato.

A discussão ganha força diante da possibilidade de o Nordeste se tornar uma das principais fronteiras de um novo ciclo industrial brasileiro. Em artigo publicado no Valor Econômico, o economista Jorge Arbache aponta que a disponibilidade de energia competitiva e de menor emissão tende a assumir papel cada vez mais importante na decisão de empresas sobre onde instalar novas atividades industriais.

A lógica é conhecida como powershoring: atividades intensivas em energia passam a considerar a proximidade de regiões capazes de oferecer energia em condições competitivas. Para Renato, Alagoas precisa aproveitar esse movimento para atrair empresas e fazer com que os investimentos gerem efeitos também sobre fornecedores, serviços especializados, formação profissional e oportunidades para os jovens. “A energia não pode apenas passar por Alagoas. Ela precisa virar emprego dentro de Alagoas. Precisamos usar nossa vantagem energética para atrair empresas e, junto com elas, trazer engenharia, manutenção, automação, tecnologia, fornecedores e novas oportunidades para os nossos jovens”, destaca.

Renato defende que Alagoas trabalhe uma estratégia específica para identificar cadeias industriais que possam ser atraídas ou desenvolvidas a partir da disponibilidade energética do estado. Essa é uma das agendas que pretende defender nos próximos anos, associando a atração de investimentos à qualificação de mão de obra e ao fortalecimento da economia local.

“Não devemos medir um grande projeto apenas pelo valor anunciado do investimento. Precisamos perguntar quantas empresas locais ele vai movimentar, quantos profissionais serão capacitados, quanta tecnologia ficará no estado e quantos empregos serão criados ao redor daquele empreendimento”, afirma.

Para Renato, o desafio é fazer com que a vantagem energética do Nordeste se traduza em desenvolvimento econômico para quem vive na região. “O Nordeste recebeu da natureza uma vantagem extraordinária. A nossa responsabilidade agora é transformar essa vantagem em oportunidade para as pessoas. O objetivo final não é produzir megawatts. É produzir desenvolvimento”, conclui.