POLÍTICA

Caiado pede apoio e doações em encontro com empresários em SP

Na reunião, presidenciável ressaltou a importância das redes sociais para sua campanha.

Por Estadao Conteudo Publicado em 14/08/2026 às 07:57
Ronaldo Caiado Reprodução / Instagram

O presidente Ronaldo Caiado (PSD) se reuniu na noite desta quinta-feira, 13, com empresários do mercado financeiro, do agronegócio, da mineração e da indústria na sede do Iate Clube de Santos , localizada em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo .

Em seu discurso, ele pediu que os empresários o ajudassem e fizessem publicações nas redes sociais em apoio a ele. "Cada postagem que vocês fazem aí é uma revolução enorme. 'Acredito nessa cara, esse cara é bom, pode botar fé'. Se continuar esse governo, vocês sabem onde é que esse Brasil vai caminhar. É pro calote da pública, é pro confisco", disse ele.

Ao final do encontro foram entregues envelopes aos empresários para quem quisesse contribuir com doações à campanha de Caiado. Cada um dos envelopes possuía cinco boletos de R$ 20 mil .

O encontro, com cerca de 200 pessoas, foi organizado pelo vice na chapa, Gilberto Kassab (PSD), e pelo ex-ministro Andrea Matarazzo (PSD), em meio ao diagnóstico de que o empresário, de forma geral, está desanimado com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e em busca de uma candidatura alternativa.

Entre os presentes estavam o presidente do Conselho de Administração do Bradesco , Luiz Carlos Trabuco Cappi ; o pecuarista Jovelino Mineiro ; Shiro Nishimura , acionista do grupo Jacto , fabricante de máquinas agrícolas; a socialite Narcisa Tamborindeguy ; e Regina Esteves , presidente da Communitas .

Kassab foi aplaudido ao dizer que Caiado não é a terceira via, mas sim “uma alternativa” a Flávio e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em seu discurso, o candidato do PSD comparou a atual situação econômica com a do governo de Dilma Rousseff em 2015 - quando um petista promoveu um ajuste fiscal mesmo falando o oposto durante a campanha - e disse que apresentará todas as reformas em 5 de janeiro, primeiro dia de seu eventual governo.

Ele afirmou que pretende realizar reformas administrativas e políticas, com a implantação do voto distrital misto, e retomar a reforma trabalhista. Segundo o ex-governador, as regras trabalhistas aprovadas na gestão de Michel Temer (MDB) foram "mutiladas" pelas decisões dos tribunais superiores.

Caiado foi aplaudido em diversos momentos, entre eles quando disse que o PT é conivente com o narcotráfico, que vai colocar um freio nos "covardezinhos" que praticam o feminicídio e que um país que tem Lula e Fernando Haddad (PT) não precisa de inteligência artificial.

Ele também voltou a chamar Lula e Flávio de "fujões", para não participarem de debates e sabatinas, e chegou a sugerir a aprovação de uma lei para quem não compareça a estes eventos após o registro da candidatura negado.

Entre os políticos, compareceram os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Aldo Rebelo , que valorizam o plano de governo de Caiado, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Eleuses Paiva (PSD), o ex-ministro do STF, Nelson Jobim , e o deputado federal Pedro Lupion .

Ao abrir o evento, Matarazzo enfatizou a importância do currículo dos candidatos. “O pessoal põe diploma que não tem”, disse. Depois, listou as formações acadêmicas de Caiado e Kassab. "E têm mesmo, eu chequei", brincou novamente, arrancando risada da plateia nas duas vezes.

As brincadeiras miravam em Flávio Bolsonaro (PL), já que seu currículo em páginas oficiais indicava que teria uma pós-graduação em Ciências Políticas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Procurada pelo portal g1 , a UFRJ disse que não tinha registros de que Flávio tenha treinado na instituição. Após a repercussão, a campanha de Flávio admitiu o que chamou de erro.