Partido Missão denuncia filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro
Senador acionou o TSE após ser identificado como filiado ao Missão, o que impede sua candidatura à presidência.
O Partido Missão divulgou nota nesta quinta-feira, 13, em que diz ter sido "vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta" do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à legenda. O parlamentar acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o sistema da Justiça Eleitoral identificar o senador como filiado ao Missão e não ao PL. Com o impasse, o "Zero Um" fica temporariamente impedido de registrar sua candidatura à Presidência.
"O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE", diz a nota.
Segundo o Missão, Flávio teria sido informado da tentativa de filiação desde 2 de agosto. "Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos", afirma a legenda. O partido também divulgou prints que provariam o suposto aviso.
A versão contrasta com a certidão de filiação partidária emitida pelo TSE. No documento, a filiação do senador ao Missão foi registrada em 12 de agosto de 2026 e aparece como regular no sistema da Justiça Eleitoral.
O Missão informou ainda que "já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE" e disse que "um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades".
'Desalinhamento ideológico'
"Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção. O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza. Colocamo-nos à disposição das autoridades competentes para a completa apuração dos fatos", finaliza a nota.
Flávio Bolsonaro precisa regularizar a situação até 15 de agosto, quando termina o prazo para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral.