TRE-AL convoca servidores do interior para reforçar auditoria de contas de campanha das Eleições 2026
Força-tarefa visa dar celeridade às análises e aumentar o rigor na fiscalização de gastos e doações de partidos e candidatos antes da diplomação dos eleitos
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) oficializou uma estratégia para intensificar o controle sobre as finanças de partidos e candidatos nas Eleições 2026. Por meio de portaria publicada no Diário Oficial do órgão nesta quarta-feira (12), a Corte reformulou a composição da Comissão de Exame de Contas de Campanha (CEC-2026), convocando analistas e técnicos do interior do estado para reforçar a equipe de fiscalização.
A medida cria uma verdadeira força-tarefa de auditoria. Com a incorporação de servidores lotados em comarcas do interior — como os integrantes da 26ª e da 33ª Zonas Eleitorais —, o tribunal pretende acelerar a análise dos relatórios financeiros e imprimir maior rigor na checagem das prestações de contas parciais e finais apresentadas pelos concorrentes ao pleito.
O reforço no contingente ocorre em uma fase crucial de preparação logística e fiscalizatória do processo eleitoral. Caberá aos servidores designados examinar minuciosamente, por meio do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), as movimentações declaradas pelos partidos e candidatos.
Pente-fino nas finanças
A auditoria de contas é uma das etapas mais sensíveis do calendário eleitoral. É por meio do pente-fino contábil que a Justiça Eleitoral rastreia possíveis irregularidades, tais como:
Doações ilegais ou de origens vedadas pela legislação;
Descumprimento de cotas obrigatorias de financiamento (como fundos destinados a candidaturas femininas ou de pessoas negras);
Saques em espécie não identificados nas contas bancárias de campanha;
Inconsistências em despesas declaradas com fornecedores e prestadores de serviço.
A verificação minuciosa desses dados precisa ocorrer em prazo hábil, já que a aprovação ou aprovação com ressalvas das contas é pré-requisito fundamental para que os candidatos vitoriosos no pleito recebam o diploma e possam assumir os cargos para os quais foram eleitos.