ELEIÇÕES 2026

Ata registrada às 18h27 pela União Progressista sela blocão de Arthur Lira e JHC para as eleições de 2026

Documento registrado após a convenção inclui PSDB/Cidadania, PDT e Podemos na coligação, reserva vice ao PL, entrega segunda vaga do Senado ao grupo de JHC e modifica chapas proporcionais

Por Vladimir Barros Publicado em 06/08/2026 às 18:45
Arthur Lira fecha em ata de seu partido aliança com JHC; vice será do PL

A Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil e comandada em Alagoas pelo deputado federal Arthur Lira, promoveu mudanças importantes nas deliberações tomadas durante sua convenção estadual. Uma nova ata, referente à reunião da Comissão Executiva realizada na noite de 5 de agosto, redesenha pontos centrais da composição eleitoral para o pleito de 2026.

O documento posterior altera e complementa decisões tomadas na convenção realizada no dia 2 de agosto e revela, sobretudo, os efeitos políticos da saída de Alfredo Gaspar da disputa pelo Senado.

Na convenção original, a Federação União Progressista havia aprovado apoio a Alfredo Gaspar, do PL, para a segunda vaga ao Senado, enquanto Arthur Lira foi homologado candidato à primeira cadeira.

Três dias depois, a nova ata registra expressamente que o candidato do PL “não mais concorrerá para o referido cargo” e transfere a indicação da segunda candidatura ao Senado para a Federação PSDB Cidadania.

A mudança é uma das principais alterações promovidas pela executiva da federação.

JHC passa a constar expressamente na composição


A nova ata também formaliza a entrada da Federação PSDB Cidadania na coligação majoritária e estabelece uma condição bastante específica: a adesão ao projeto para o Governo de Alagoas fica vinculada à indicação de João Henrique Holanda Caldas, JHC, como candidato a governador.

O texto registra que o cargo será indicado pela Federação PSDB Cidadania, mas condiciona expressamente a participação da União Progressista na coligação à escolha de JHC. Caso outro nome seja apresentado, a ata prevê que a aprovação não produzirá efeitos em relação ao cargo de governador.

Na convenção do dia 2, a definição sobre os cargos de governador e vice havia sido simplesmente delegada à Comissão Executiva, sem indicação nominal de JHC.

A ata do dia 5, portanto, transforma aquilo que ainda estava em aberto numa definição política formal.

Vice fica com o PL


Outra alteração relevante é a definição de que o candidato a vice-governador será indicado pelo Partido Liberal.

A decisão aparece expressamente na nova ata.

Com Alfredo Gaspar deixando a corrida pelo Senado para integrar a disputa nacional como candidato a vice-presidente, o PL permanece, dessa forma, com espaço relevante na composição estadual.

Segunda vaga do Senado vai para PSDB/Cidadania


A nova configuração também cria outra peça importante no quebra-cabeça eleitoral.

A segunda candidatura ao Senado, antes destinada a Alfredo Gaspar, passa a ser indicada pela Federação PSDB Cidadania, que deverá escolher um de seus próprios filiados.

Arthur Lira permanece como candidato à primeira vaga.

Assim, a chapa majoritária desenhada na ata fica com:

Governador: JHC, condicionado à indicação pela Federação PSDB Cidadania;

Vice-governador: indicado pelo PL;

Senador – primeira vaga: Arthur Lira;

Senador – segunda vaga: nome indicado pela Federação PSDB Cidadania.

Coligação é ampliada


Também houve mudança na composição da aliança.

Na ata da convenção realizada em 2 de agosto, a Federação União Progressista havia aprovado inicialmente uma coligação com a Federação Renovação Solidária e o PL, sob a denominação “Alagoas Forte”.

Já a deliberação posterior amplia significativamente esse bloco.

A nova Alagoas Forte passa a reunir:

Federação União Progressista — União Brasil e PP; Federação Renovação Solidária — PRD e Solidariedade; Partido Liberal; Federação PSDB Cidadania; PDT; e Podemos.

Trata-se, portanto, de uma ampliação substancial da frente partidária inicialmente deliberada.

Luiz Romero e Célia Rocha serão suplentes de Arthur Lira


A executiva também definiu os suplentes da candidatura de Arthur Lira ao Senado, assunto que havia permanecido em aberto na convenção.

O primeiro suplente será Luiz Romero Cavalcante Farias, do PL, enquanto a segunda suplência ficará com Célia Rocha, indicada pela Federação PSDB Cidadania.

Na ata de 2 de agosto, a escolha dos dois suplentes havia sido delegada à Comissão Executiva.

Ryl Silva deixa chapa estadual e passa para federal


As mudanças não ficaram restritas à majoritária.

A ata do dia 5 também altera as chapas proporcionais.

Rilvania Thiago da Silva, Ryl Silva, que havia sido escolhida inicialmente para concorrer a deputada estadual pelo Progressistas, teve a desistência dessa candidatura homologada e passou a ser indicada para deputada federal, com o número 1177.

Na convenção original, Ryl Silva aparecia entre os nomes para a Assembleia Legislativa, com o número 11777.

A executiva também aprovou a candidatura de Islayne Santana Pereira, Islayne Pereira, a deputada estadual pelo União Brasil, com o número 44144.

Mudança até na representação da coligação


A nova ata substitui ainda o representante da coligação perante a Justiça Eleitoral.

Tadeu das Chagas Ferreira, indicado inicialmente, deixa a função, que passa a ser exercida por Daniele Barros de Menezes Oliveira.

Daniele também foi designada representante da própria Federação União Progressista perante a Justiça Eleitoral.

Tempo de televisão também foi dividido


Outro detalhe politicamente relevante consta na distribuição do horário eleitoral destinado às candidaturas ao Senado.

Segundo a ata, Arthur Lira ficará com todo o tempo proveniente da Federação União Progressista, da Federação Renovação Solidária e do PL.

Já o candidato ou candidata escolhido pela Federação PSDB Cidadania para a segunda vaga ao Senado ficará com o tempo eleitoral proveniente da própria Federação PSDB Cidadania, do Podemos e do PDT.

A divisão revela que, embora integrem a mesma coligação majoritária, as duas candidaturas ao Senado terão blocos partidários distintos na distribuição do tempo de propaganda.

Nova ata revela rearranjo após mudança nacional


As diferenças entre os dois documentos mostram que a convenção de 2 de agosto não encerrou as articulações eleitorais do grupo comandado por Arthur Lira.

Naquele domingo, Alfredo Gaspar ainda era formalmente o nome apoiado para a segunda vaga ao Senado. Poucos dias depois, sua saída da corrida estadual obrigou a aliança a redistribuir espaços e redesenhar a composição.

A ata de 5 de agosto é, portanto, o documento que registra formalmente essa nova engenharia eleitoral: JHC no Governo, vice reservado ao PL, Arthur Lira numa das vagas ao Senado e a outra entregue à Federação PSDB Cidadania, além da ampliação da coligação para PDT e Podemos e das mudanças nas chapas proporcionais.

É uma alteração substancial em relação à fotografia política apresentada pela federação apenas três dias antes.