Flávio Bolsonaro aposta em Daniella Marques para vice na chapa
Candidato do PL destaca a importância das alianças para sua candidatura à Presidência.
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, reiterou nesta terça-feira (4) sua preferência pela ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, do Republicanos, para compor sua chapa como vice. Os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar oficialmente as chapas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flávio mencionou que já havia expressado essa intenção durante as negociações com o Republicanos, que optou por permanecer neutro na corrida presidencial.
Ele enfatizou que o candidato a vice deve transmitir uma mensagem positiva e ampliar a capacidade de articulação da chapa, destacando a atuação de Daniella no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e sua experiência nas áreas econômica e de relacionamento com o Congresso.
O candidato afirmou que continuará buscando composições nacionais com outros partidos até o fim do prazo, ressaltando a importância das alianças para aumentar o tempo de propaganda no rádio e na televisão, facilitando a apresentação das propostas de campanha.
Flávio reconheceu os receios de dirigentes partidários em formalizar uma aliança nacional com sua candidatura, mas garantiu contar com o apoio individual de figuras relevantes, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e as senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS).
Ele destacou que o PL já montou palanques em 22 Estados, mais que o dobro dos dez que apoiaram Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, afirmando que partidos como Republicanos, PP, Avante e União Brasil estarão ao lado de sua candidatura em diversos Estados.
Flávio também criticou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que foi escolhido como vice na chapa de Ronaldo Caiado. "Todo mundo qualifica Kassab como um grande articulador político. No PSD, no entanto, está sozinho: ele próprio teve que ser o escolhido vice na chapa do candidato do partido", afirmou.
O senador declarou ainda que o PSD deveria apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por manter espaço no governo federal.
Vacina
Durante o evento, Flávio Bolsonaro afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu todas as vacinas, exceto a imunização contra a covid-19. O senador também declarou ser vacinado e assegurou que suas filhas e demais membros da família estão com a imunização em dia.
"O presidente Bolsonaro tomou todas as vacinas, exceto a da covid. Eu tomei essa vacina, tomei todas as vacinas, minhas filhas são vacinadas e minha família é toda vacinada", declarou.
No evento, também participaram o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o influenciador Renan Santos (Missão). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado, mas não respondeu.
Flávio relatou que, durante a pandemia, aconselhou o pai a não prolongar a controvérsia sobre os imunizantes e a garantir o acesso à vacinação para quem desejasse recebê-la.
"Eu falava: Pai, você já colocou a sua posição, está oferecendo a vacina a todos os brasileiros que querem se vacinar e está cumprindo o seu papel. Agora, deixa a história mostrar se você tinha ou não razão", acrescentou.
O candidato reconheceu que a sociedade ainda não está preparada para retomar o debate sobre a vacinação contra a covid-19, mas garantiu que, caso eleito, haverá fornecimento suficiente de imunizantes à população.
"O que posso garantir a todos os brasileiros é que não vai faltar vacina para ninguém, não apenas em relação a uma pandemia, como foi no passado. Garantir vacina para todos é uma forma de prevenção", finalizou.