POLÍTICA

Gestão do CNJ é avaliada como avanço profundo por Fachin

Presidente do STF destaca novas diretrizes éticas para a magistratura durante sessão do CNJ.

Por Estadao Conteudo Publicado em 04/08/2026 às 11:21
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin, afirmou que a apresentação de uma proposta de código de ética para a magistratura, entre outras medidas, representa um avanço silencioso, mas profundo e substantivo.

“O Poder Judiciário brasileiro vem aprimorando, de forma consistente, seus mecanismos de conformidade, transparência e integridade. Essa permanece uma agenda prioritária e vital”, destacou Fachin na sessão plenária do CNJ desta terça-feira, 4, após anunciar a implementação das novas regras.

As diretrizes não se aplicam aos ministros do Supremo, uma vez que eles não se submetem ao controle do CNJ. O código de conduta para os magistrados da Corte está em elaboração em outra frente, sob a relatoria da ministra do STF, Cármen Lúcia.

Fachin suspendeu o julgamento da norma por 60 dias para coletar sugestões de tribunais e entidades de classe da magistratura.

A minuta busca prevenir conflitos de interesse e estabelece diretrizes de transparência para a participação de juízes em eventos patrocinados por terceiros, recebimento de presentes, atividades empresariais e relações econômicas ou societárias. De acordo com o texto, cada tribunal ficará responsável por aplicar as medidas preventivas.

Segundo Fachin, o modelo é predominantemente preventivo e não busca impor sanções ou novas hipóteses de suspeição ou impedimento.

“O propósito é nítido: fortalecer uma cultura de integridade baseada na orientação, na transparência e na autorregulação responsável. Trata-se de consolidar a ética como uma cultura organizacional, como prática cotidiana e como virtude institucional”, afirmou Fachin.